Sep 19

Ajuda aí, Datena!

Quem nunca assistiu o programa Brasil Urgente, sensacionalista como convém a uma atração televisiva policial, levante a mão. Você, exceção ou mentiroso, pode abaixar o braço para não ficar com câimbra.
O programa bate recordes de audiência e seu apresentador, Datena, faz muito bem o papel de justiceiro virtual de um Brasil real e impotente diante da injustiça.
Mas quem não acompanha o Datenão, grande, carismático e “gente como a gente”, também não precisa.
O que aparece na telinha é apenas a ponta de um iceberg sanguinolento que flutua no mar de lama do país.
Todos os dramas e mazelas que ele mostra diariamente na telinha, são apenas retratos bem editados da terrível insegurança pública.
Basta abrir a porta, ou nem isso, para se candidatar a virar notícia do Datena.
É torcer, e rezar, para não acontecer.
Não há como fugir da violência num País que até prende mas solta rapidinho bandidos de todos os tipo, classes e idade.
E o que tem tudo isso a ver com nós, os defensores de animais?
Simples: invariavelmente, as vítimas entrevistadas, ou seus familiares, classificam seus algozes e atacantes como animais.
E o Datenão também, na falta do adjetivo correto, chama de animais os bípedes humanos que batem e roubam e matam.
Ora, animais não merecem ser comparados a predadores humanos.
Isso só reforça o senso comum, e preconceituoso, de que nós somos superiores a tal ponto que, quando nos comportamos com selvageria com nossos semelhantes, nos “rebaixamos” a condição de bichos.
Puxa vida, isso que é, para usar outra expressão super utilizada, coisa de mundo cão.
Todos nós, aqui da Anda e dos grupos protetores de animais, sabemos que aquilo que bípedes humanos fazem com seus iguais biológicos, fazem em dobro com os seres sencientes de quatro patas ou que rastejam ou que voam.
E também impunemente.
Violência humana não tem paralelo, nem na linguagem, na natureza.
Bicho não mata sem fome.
Bicho não agride se não for para se defender.
Bicho não é gente. Ainda bem.
Os personagens de Datena são monstros, canalhas, bárbaros, etc. Menos animais.
Pelo que sei, Datena adora cachorros, lê muito e valoriza a cidadania, é sangue bom, enfim.
Bem que poderia usar sua influencia para colocar o rótulo certo nos calhordas escrachados em seu programa.
E, se possível, destacar as atrocidades que os inocentes e desprotegidos (e, além de tudo, difamados pela mídia e pela população!) bichinhos sofrem.
Os que não podem falar e reclamar, nossos irmãos de pelos, escamas e penas, mais sofridos que nós nesta terra de ninguém, agradecem.
Ajuda aí, Datena!

Ulisses Tavares não acha que humano e animal é igual. Humano é muito pior. Coisas de poeta.

Mais artigos de Defesa Animal na Coluna Ulissescão no site da ANDA – Agências de Notícias de Direitos Animais.

Nov 18

Luisa Mell e Ulisses Tavares lançam livro de poesias sobre cachorros

Lançamentos

Nesta quarta-feira, dia 18, às 19h30, na Livraria da Vila da Fradique (Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena. São Paulo/SP. Tel.: 11 3814-5811) e no dia 28 de novembro, sábado, às 16h, no Pet Center Marginal (Avenida Presidente Castelo Branco, 1795 – Pari. São Paulo/SP. Tel.: 11 2797-7400), será lançado o livro Poemas que latem ao coração! (Nova Alexandria, 120 pp., R$ 30), organizado por Ulisses Tavares com apresentação de Luisa Mell. O livro reúne poesias sobre cachorros e traz 50 poetas como Olavo Bilac, José Paulo Paes, Carlos Nejar, Astrid Cabral, Glauco Mattoso, Luís Pimentel, Domingos Pellegrini, Jorge Miguel Marinho, Celso de Alencar, Marcelo Tápia, Luiz Roberto Guedes, Álvaro Alves Faria, Hamilton Faria, Ricardo Soares, Renata Paccola, Ricardo Corona, entre outros. Nos dois eventos haverá sessões de autógrafos com os autores e alguns poetas que participam da antologia.

Para Carlos Nejar, que tem três poodles, Lelé, Cipião e Napoleão, “foi muito feliz a ideia desse livro e recebi com muita alegria o convite para participar dele”. Nejar ama os cães “por sua tão rara fidelidade e por eles também saberem nos amar”. Jorge Miguel Marinho, que também tem três cachorros, Laura, Lis e Mel, participa deste livro com um poema feito em homenagem a Nero, seu cachorro de infância e parte da adolescência. Jorge Miguel deseja que todos os poetas e leitores desta feliz antologia tenham mais gestos e palavras que possam “latir ao coração”. Já o poema Adeus de Astrid Cabral fala de Fly, “um vira-lata branquinho que perdi na infância e de quem me lembro até hoje”. Astrid, que atualmente não tem nenhum cachorro, recebeu o convite para participar desta antologia também com muita alegria: “é sinal de que o meu poema tocou o coração de quem leu”.
Fonte: PublishNews – 18/11/2009 – Redação
Aug 19

POEMAS PARA HOMENAGEAR CACHORROS

Livro com textos de donos de cães sai em novembro

Ulisses Tavares e seu cachorro, Ferinha:
Idéia é conscientizar população a não abandonar seus anismais de rua.

Em torno de 100 cachorros vão ser homenageados em um livro de poemas. E ainda dá tempo de participar da seleção. Até o dia 31 de agosto, os interessados deve­rão enviar um poema sobre o seu cão para os organizadores da anto­logia Poemas que Latem ao Cora­ção. A obra, que será lançada em novembro, trará a foto do animal em uma página e o texto ao lado. O pet homenageado não precisa mais estar vivo.

“É claro que nós vamos selecio­nar os poemas tendo em conta o viés literário, mas o que vai importar mesmo é a emoção. Podem fa­lar de saudade, de alegria, de triste­za, enfim, do que tocar o cora­ção”, explica o poeta Ulisses Tava­res, de 59 anos, organizador do li­vro. “Cachorreiro” assumido, ele amadurecia há vários anos a idéia de criar um projeto do gênero.

Já estão pré-selecionados cer­ca de 80 escritores. Os poetas que tiverem trabalhos publica­dos no livro receberão seus direi­tos autorais em sacos de ração. Em média deverão ser três sacos grandes por autor. Todo o ali­mento será doado para entida­des de proteção animal. Duran­te a fase de lançamento da obra, Tavares abordará a conscienti­zação da população para não abandonar animais nas ruas.

Com o poema “Era um Cachorro e apenas um Cão“, o escritor e professor universitário Jorge Miguel Marinho, de 60 anos, morador em Pinheiros, zona oeste, é um dos pré-selecionados. O seu poema vai falar do único cão que teve: Nero. O vira-lata de pelagem escura morreu quando ele tinha 11 anos, depois de cerca de seis anos de convivência. “Mas foi uma figura significativa na mi­nha vida. O Nero entendia o meu silêncio, já que eu era muito introspectivo e não era maior que a minha alegria e a minha tristeza. Era simplesmente um cão”, diz o autor, que não tem mais cachorro, mas convive com vários animais que pertecem a sua família.

O poema enviado por Raquel Naveira, de 51 anos, é triste. Fala sobre Lady, sua poodle de 17 anos que um dia sumiu de casa quando ela morava em Mato Grosso do Sul. Todas as tentativas de encon­trá-la foram em vão. “O sumiço é muito difícil de lidar. Com a morte você se conforma porque é um processo natural”, diz a autora. Em um dos trechos, o poema diz: “Ela, que há tantos anos/Era com­panheira/Sentinela semelhante ao chacal/Que me ajudava a en­contrar o caminho nas monta­nhas/E afugentar o Mal”.

Enquanto vai preparando o livro, Tavares tem se deparado com uma situação inusitada. Tem recebido emails e reclamações dos amantes de gatos que se sentem excluídos do projeto. “Os ‘gateiros’ estão inconformados “, con­ta. Por isso, ele já está pensando em um próximo livro para home­nagear os felinos.

COMO PARTICIPAR:

  • Quem quiser mandar textos para a seleção do livro Poemas Que Latem ao Coração, poderá se inscrever até dia 31 de agosto.
  • É necessário enviar o texto do poema com uma foto do cachorro homenageado sozinho. O material deverá ser mandado para o email: poetaulisses@terra.com.br
Oct 23

Poemas para guardar na agenda
O poeta Ulisses 
Tavares mostra-nos alguns poemas inéditos no Portal de Literatura e Arte Cronópios.

http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=3591

Confira!

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