Dec 16

Sep 19

Ajuda aí, Datena!

Quem nunca assistiu o programa Brasil Urgente, sensacionalista como convém a uma atração televisiva policial, levante a mão. Você, exceção ou mentiroso, pode abaixar o braço para não ficar com câimbra.
O programa bate recordes de audiência e seu apresentador, Datena, faz muito bem o papel de justiceiro virtual de um Brasil real e impotente diante da injustiça.
Mas quem não acompanha o Datenão, grande, carismático e “gente como a gente”, também não precisa.
O que aparece na telinha é apenas a ponta de um iceberg sanguinolento que flutua no mar de lama do país.
Todos os dramas e mazelas que ele mostra diariamente na telinha, são apenas retratos bem editados da terrível insegurança pública.
Basta abrir a porta, ou nem isso, para se candidatar a virar notícia do Datena.
É torcer, e rezar, para não acontecer.
Não há como fugir da violência num País que até prende mas solta rapidinho bandidos de todos os tipo, classes e idade.
E o que tem tudo isso a ver com nós, os defensores de animais?
Simples: invariavelmente, as vítimas entrevistadas, ou seus familiares, classificam seus algozes e atacantes como animais.
E o Datenão também, na falta do adjetivo correto, chama de animais os bípedes humanos que batem e roubam e matam.
Ora, animais não merecem ser comparados a predadores humanos.
Isso só reforça o senso comum, e preconceituoso, de que nós somos superiores a tal ponto que, quando nos comportamos com selvageria com nossos semelhantes, nos “rebaixamos” a condição de bichos.
Puxa vida, isso que é, para usar outra expressão super utilizada, coisa de mundo cão.
Todos nós, aqui da Anda e dos grupos protetores de animais, sabemos que aquilo que bípedes humanos fazem com seus iguais biológicos, fazem em dobro com os seres sencientes de quatro patas ou que rastejam ou que voam.
E também impunemente.
Violência humana não tem paralelo, nem na linguagem, na natureza.
Bicho não mata sem fome.
Bicho não agride se não for para se defender.
Bicho não é gente. Ainda bem.
Os personagens de Datena são monstros, canalhas, bárbaros, etc. Menos animais.
Pelo que sei, Datena adora cachorros, lê muito e valoriza a cidadania, é sangue bom, enfim.
Bem que poderia usar sua influencia para colocar o rótulo certo nos calhordas escrachados em seu programa.
E, se possível, destacar as atrocidades que os inocentes e desprotegidos (e, além de tudo, difamados pela mídia e pela população!) bichinhos sofrem.
Os que não podem falar e reclamar, nossos irmãos de pelos, escamas e penas, mais sofridos que nós nesta terra de ninguém, agradecem.
Ajuda aí, Datena!

Ulisses Tavares não acha que humano e animal é igual. Humano é muito pior. Coisas de poeta.

Mais artigos de Defesa Animal na Coluna Ulissescão no site da ANDA – Agências de Notícias de Direitos Animais.

May 25

Apresentadora e escritor lançam nova campanha
destinada a “cachorreiros”.

Eis algo a ser imitado:

Primeiro, a apresentadora Luisa Mell e o escritor Ulisses Tavares lançaram um livro de grande sucesso entre os amantes do mundo canino: “Poemas que latem ao coração”, com poemas e fotos sobre cães (Editora Nova Alexandria). No genêro, continua entre os 10 mais vendidos.

Com a cãoplicidade dos poetas e da editora (a dona da Editora, Rosa Zuccherato, é também uma protetora dos cães abandonados), canalizaram o dinheiro das vendas do livro para concretizar uma idéia muito prática e benvinda: convencer os conscientes donos de cachorros (nem tanto assim, como sabem todos que já pisaram em cocôs de cães em seu caminho) a não recolherem mais as fezes de seus lulús nas calçadas com sacos plásticos, como é tão comum acontecer. Afinal, os saquinhos plásticos acabam prejudicando outros animais lá na frente, como os peixes.

Durante o ano passado, milhares de saquinhos de papel foram distribuídos e a mensagem foi muito bem passada. Mas agora, Luisa Mell e Ulisses Tavares descobriram que é melhor ensinar a pescar em vez de dar o peixe. E passam a distribuir milhares de postais ensinando como fazer um saquinho cata-cocô de papel jornal. “O processo de conscientização em relação a cidadania é mesmo assim. Lento, mas incessante.” – dizem eles.
Realistas, esses dois batalhadores veteranos na luta ambiental e pelo boa convivência entre humanos e animais, concluem que “não é moleza mudar o mundo, mas dá pra se tentar melhorar sempre.” Nem que seja ajudando as calçadas a ficarem mais limpas dos resíduos dos adoráveis peludinhos.

 

Apoiadores:

Editora Nova Alexandria

Rosa Zuccherato

(11) 2215-6252

www.novaalexandria.com.br

 

 

Quasar Consultoria e Sistemas

Solange Albuquerque

(11) 3846-3226

www.qcs.com.br

 

Lourenção Assessoria Contábil

Ricardo Nascimento

(11) 3032-7947

www.lourencaoassessoria.com.br

 

ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Silvana Andrade

(11) 3141-9434

www.anda.jor.br

 

Assessoria de Imprensa:

Nathália Lippi

(11) 3865-3936

poetaulisses@terra.com.br

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo, confira vídeo que ensina como fazer o seu cata-cocô:

 

 

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