Diante das manifestações, o poeta também se manifesta

Quem somos, de onde viemos, para onde vamos?

Somos o povo brasileiro,
Aquele que é capaz de comemorar
As vitórias todos juntos.
Mas, na hora da derrota,
Viramos defuntos.
Zumbis vorazes e arteiros
Da máxima: farinha pouca
Meu pirão primeiro.
Viemos de séculos
De sangue, lutas e sacanagens:
Meia dúzia de sacanas
Espertos e milhões de sacaneados.
Até agradecemos ao feno ofertado,
Melhor que chicotadas,
Ponham mais impostos e corrupção
Na carroça,
Perto do que já passamos
Isso não é nada.
Vamos para outro tempo
Onde o pacífico burro
Reclama e dá coice.
Aquela foice pasmaceira foi-se.
Talvez, essa a esperança,
Deixemos de ser pirralho.
Sai da frente, paspalho,
Finalmente crescemos,
Caralho! 

Ulisses Tavares – junho 2013.

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