Quando se pensa que os religiosos fundamentalistas não tinham mais nada a descobrir como pelo em ovo, eis que eles inventam a tal de música reversa, que consiste em tocar uma música ao contrário para achar significados ocultos.
Já fizeram isso com as músicas da Xuxa, do Roberto Carlos e, ultimamente, comigo.
A música é “Brilha, Brilhará” (Música do Gandhula, letra do Ulisses Tavares), gravada pelo Jessé.
Claro que evangélicos esclarecidos, muitos deles parceiros do poeta em defesa dos animais, não levam isso à sério, ainda bem.
Só para lembrar: Jessé era evangélico e filho de pastor da igreja pentecostal!
Quem tiver curiosidade em saber mais, vá para os links abaixo conferir.
É tanta bobagem e delírio insano que nem vou me dar ao trabalho de processá-los.
Aqui, a “prova” | Aqui, a tese “científica” | E aqui, o Jessé cantando a música
Poesias Populares
Por João Antonio
Em 01/03/2012
Fonte: Musa Rara
ULISSES TAVARES e o jornal POESIAS POPULARES numero 1, ano 1977
Quando Ulisses Tavares publicou pela Brasiliense Caindo na real (1984), ilustrado pelo cartunista Angeli, descobri seu endereço na revista Primeiro Toque, desta mesma editora, e adquiri a coleção toda de suas obras. Gostava como ainda gosto da poesia bem humorada, assimilada dos modernistas, praticada por ele e toda sua geração. Na quarta capa de um de seus livros Affonso Romano de Sant’Anna, resume muito bem a poesia dele: ”Uma agressividade que torna a poesia de Oswald de Andrade leitura de colégio de freiras”.
Neste lote de livros que Ulisses me mandou pelo correio, um deles me chamou muito atenção, o jornal tablóide Poesias Populares, numero 1. Na primeira página, bem no alto, o escritor mandou a seguinte mensagem para mim, escrita a mão: “Paciência, no futuro vão reconhecer que foi uma ousadia de 1977”. Numa pequena autobiografia, publicada no livro Contramão (1978), 2 edição, o poeta explica que Poesias Populares fora seu segundo livro de poemas. Também informa que o jornal prosseguiu, só que agora abrigando outros escritores, “com quase duzentos poetas agrupados no mesmo projeto”. Infelizmente não possuo os outros números do NP, nem imagino quantos números saíram. Presumo que também tenha abrigado o grupo Pindaíba. Muitos pensam que coletivos é coisa dos tempos atuais, mas não, naquele final dos anos 1970 os grupos artísticos eram muito comuns. Pindaíba era um desses coletivos, do qual Ulisses fazia parte, e que se reunia em torno das Edições Pindaíba.
O tablóide Notícias Populares como já se disse, era na verdade um livro de Ulisses, metamorfoseado em jornal tablóide, formato muito comum nos anos 1970 na Imprensa Alternativa. Seu título e a primeira página eram uma paródia poética do extinto jornal popularesco Notícias Populares, da mesma empresa que edita até hoje a Folha de S.Paulo. Neste jornal há algumas soluções que antecipam o jornal de humor Planeta Diário, que depois iria gerar a Casseta Popular e congêneres. Um tipo de humor besteirol em jornal que vicejou nos anos 1980, em tablóides e revistas, para depois transferir-se para televisão. Consta no expediente a tiragem de 5 mil exemplares, e as ilustrações de Paulo Ernesto Luters Nesti.
A função deste Arquivivo é trazer à tona algum fac-símile do passado, mas não só isto. Pode também ter a função de agrupar nele outras informações que tenham escapado a este escriba. Assim, quem tiver mais dados ou curiosidades sobre este assunto, usar dos comentários, por favor.
Leia a matéria completa: http://www.musarara.com.br/poesias-populares
Quarta, 25 Janeiro 2012.
Fonte: dcomercio.com.br
A manifestação contra a corrupção no Estado brasileiro, realizada ontem, no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), no feriado de aniversário da capital paulista, teve vigília, cerimônia de entrega de troféus para os políticos vencedores do concurso Algemas de Ouro, desacordo entre os organizadores do encontro e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), passeata, dança de protesto indígena e a participação de mais ou menos 500 manifestantes.
Organizada pelos grupos de internet de combate à corrupção Nas Ruas, Revoltados Online e Marcha pela Ética, a manifestação exigiu o voto aberto nas votações do Congresso, a manutenção dos poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e julgamento dos envolvidos no “mensalão” pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A partir das 22 horas de anteontem, uma vigília, no Masp, deu início ao encontro.
Com público flutuante, de mais ou menos cem pessoas, essa vigília teve grupo musical e de dança amadores. Além disso, os organizadores escreveram na calçada em frente ao museu, com velas acesas, a frase “Voto aberto já”, em referência ao fim do voto secreto entre os parlamentares.
Com máscaras, bandeiras do Brasil, narizes de palhaço, rostos pintados e camisetas com frases anticorrupção, a partir das 13 horas de ontem, muitos manifestantes carregavam cartazes de protesto onde se lia “sem partido e sem bandeira, corruptos na cadeia” ou “lugar de político corrupto é na prisão”, “Judiciário: faxina já”, “não chame político corrupto”, entre outras. Ainda no vão do Masp, os manifestantes se motivavam com várias palavras de ordem, entre elas: “Sarney Ladrão, devolva o Maranhão”; “O povo acordou, o povo decidiu ou para a roubalheira ou paramos o Brasil”; “Não, não, não corrupção, queremos o dinheiro na saúde e educação”.
O caminhão com trio elétrico presente ao evento só pode permanecer na avenida, em frente ao Masp, por 25 minutos. Por falta de autorização, a CET impediu a permanência do veículo no local. O trio teve de sair pela avenida, para não ser multado pela quarta vez. Saiu animado pelo som de um disk jockey e pela banda Pega Ladrão, mas sem acompanhamento do público. Até o trio voltar ao Masp, houve desmobilização de manifestantes. Muitos deixaram o evento. “A CET atrapalhou nosso encontro. Deu mais valor à indústria da multa do que ao combate à corrupção”, protestou Marcello Reis, um dos líderes do Revoltados Online.
Na volta do trio, em frente ao Masp, os vencedores do Algemas de Ouro – José Sarney, José Dirceu e Jaqueline Roriz –, resentados por “atores” com suas máscaras, pela segunda vez receberam as algemas de ouro, prata e bronze. O concurso foi criado pelo Movimento 31 de Julho, do Rio, cidade onde os vencedores foram premiados pela primeira vez no dia 19.
Em seguida à premiação, o trio voltou à avenida, puxando uma passeata na Paulista com mais ou menos 150 pessoas. “Não vamos parar de pressionar os poderes, para que combatam a corrupção”, disse Carla Zambelli, uma das líderes do Nas Ruas.
Belo Monte – Com dança de protesto, indígenas das etnias Guarani e Kalapalo participaram da manifestação, para protestar contra a criação da Usina Belo Monte, no Xingu.
Dom, 22 de janeiro de 2012
Fonte: ANDA
Um dia histórico para a defesa dos direitos animais. Manifestações simultâneas em mais de 170 cidades brasileiras marcaram o domingo como um dia de luta pela punição contra crimes aos animais. Em São Paulo, o protesto reuniu mais de 20 mil pessoas. Ativistas, integrantes de ONGs, protetores independentes, artistas, mas, principalmente, cidadãos comuns, que não pertencem a nenhum movimento e pela primeira vez foram às ruas emprestar sua voz e seu apoio aos animais que precisam ter seus direitos reconhecidos.
Coitado do cachorrinho,
coitados de nós.
Quando um cachorrinho
É torturado e morto
Por alguém sem coração,
Nem se pense que só ele sofreu
E morreu.
Fomos todos nós.
Nossa consciência foi chutada,
Nossa dignidade questionada.
Ele vai direto para
O céu dos cachorrinhos,
Tomara.
Nós permanecemos aqui
Convivendo com o mal que não pára.
Por mais que seja duro,
Devemos avaliar o futuro:
Será esse o destino que queremos
Onde todas as formas de vida
Estarão extintas por nossa prepotência?
O ponto de partida
Do cachorrinho morto
É nosso ponto de início torto
Para uma urgente pensata:
Por que o amor de uma outra criatura
Desperta tanto ódio e selvageria?
Acreditamos mesmo ser os reis da criação?
Isso é o que chamamos civilização?
Muito a fazer, mudar, pensar.
Por enquanto, que o cachorrinho
Nos perdoe e reze por nós, demais.
Ainda não entendemos
Que somos todos animais.
Ulisses Tavares compartilha as lágrimas de um indefeso vira-latas. Mas sabe que a luta continua. Pelo cachorrinho e, muito mais, por nós mesmos. Coisas de poeta.
Afim de ganhar a mais nova Agenda da Tribo 2012?
Participe do sorteio do @UlissesTavares (válido apenas para o twitter)!
Para participar basta dar RT na seguinte frase:
“Quero a nova Agenda da Tribo 2012 que o @UlissesTavares está sorteando! http://kingo.to/SJW”
O sorteio será realizado através do Sorteie.me no dia 11/11/2011 e o resultado será publicado via twitter. Participe e boa sorte!
AGENDA DA TRIBO
424 pgs – capas diversas – Editora da Tribo
O livro da Tribo, capitaneado por Décio de Mello e Regina Garbellini, é o projeto literário mais bem sucedido do Brasil. Por anos vendido apenas mão à mão, atualmente presente em todas as livrarias e papelarias, é uma espécie de agenda para se ler e curtir, com uma legião de mais de 100 mil leitores fiéis. Ulisses Tavares, com seus poemas e textos, está presente em todos esses anos da aventura criativa e anarquista da Tribo, que já soma mais de um milhão de livros em quase duas décadas de batalha.





