Jun 7

Apr 9

Oct 22

A FLAP ocorre de 3 a 6 de novembro em Macapá, a feira é ação do Governo do Estado do Amapá que traduz o compromisso do governador Camilo Capiberibe no setor do livro, da leitura e da literatura. A realização da FLAP faz parte dos trabalhos que vem sendo realizados pelo governo para o Plano Estadual do Livro e da Leitura.

O evento oferecerá intensa programação cultural desenvolvida para despertar o gosto pela leitura nos visitantes, entre crianças, jovens e adultos. A organização da Feira prevê o lançamento de 5 livros de autores locais, 4 mesas de debates, 1 exposição de arte visual, vale livro para escolas, 5 apresentações teatrais, 10 contações de histórias, 2 oficinas, além de 10 recitais e 5 palestras, prometendo assim ser o maior acontecimento cultural do Amapá em 2012.

Dentre os poetas e escritores brasileiros convidados estará o paulista Ulisses Tavares, com 52 anos de militância com a palavra escrita, falada, desenhada, encenada, cantada, televisionada e filmada. Com mais de 112 livros publicados em todos os gêneros e assuntos e mais de 20 milhões de exemplares vendidos, o poeta se apresentará no dia 06 de novembro, às 8h, na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, com seu show UTI da Poesia, palestra interativa que aborda a poesia viva brasileira, mostrando seus bastidores e tudo aquilo que raramente chega ao conhecimento dos meios acadêmicos e escolares, tudo com muito bom humor e poesia!  

Ulisses também participará do Sarau Literário que ocorre no dia 05 de novembro, às 20h30, no mesmo local.

Informações para Imprensa:
Assessoria de Imprensa – Poeta Ulisses Tavares

Nathália Lippi
(11) 99401-9528
(11) 3865-3936
poetaulisses@terra.com.br
www.ulissestavares.com.br
www.twitter.com/ulissestavares

Aug 8

Aug 25

Rua da Consolação, 930 – Cep 01302-907 – Consolação – São Paulo – SP – Brasil

Jun 2

Palestra / recital com:
Luiz Carlos Santos | Maria da Bethânia Galas | Ulisses Tavares

“Como falar da Literatura Brasileira sem falar da presença negra? Uma pergunta que não é uma questão. É a chave misteriosa que legitima a pusilânime democracia racial do país. Durante muito tempo o negro foi e ainda é tema que inspira os trabalhadores das letras no Brasil, no entanto, a sua presença como sujeito sempre se deu e ainda se dá de forma tímida, quase invisível. Majoritariamente, em terceira pessoa.
Todos parecem autorizados a falar sobre a dor, o sofrimento e a alegria negra, menos os próprios negros. A história e a vida da maioria da população brasileira, durante muito tempo, foi tema dos nossos literatos mazombos,”todos brancos ou quase todos negros” como cantam Gil e Caetano no RAP Haiti.
A farta presença negra na construção da brasilidade parece ameaçar a todos: “os quase todos brancos e aos quase pretos”, desde a chegada do primeiro negreiro em terras brasileiras, carregado de pessoas e histórias de vida e de luta.A nossa literatura, vez por outra, se desculpa e vitriniza  filhos da raça como  Caldas Barbosa, Silva Alvarenga, Gonçalves Dias, Castro Alves, Cruz e Souza, Luiz Gama e torna incolor Machado de Assis para, só assim, reconhecer a sua genialidade literária, contraposta a anárquica e também crítica literaridade de LimaBarreto e a contundente presença de Luiz Gama.
Tornar  evidente esses nomes para as jovens gerações de brasileiros é um desafio épico. Mostrar no tempo e no espaço a produção cultural e a contribuição definitiva da matriz africana na construção do Brasil é tropeçar o tempo todo em nossos racismos cordiais e caricatos; bem humorado e, naturalmente, perversos.
Quatro séculos depois é possível descortinar a janela do nosso horizonte literário e reconhecer as imagens e as letras desenhadas para configurar o que é ser negro no Brasil? Eis aqui uma pergunta que Lino Guedes, Oswaldo de Camargo -que completa,  este ano 50 anos de carreira- Cuti, Djavan, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Itamar Assumpção, Martinho da Vila, Cartola, Geraldo Pereira, na poesia, entre outros, podem  responder.
Na prosa, de verdade ou de mentira, Milton Santos, Edmilson, Ruth Guimarães, Elisa Lucinda, Conceição Evaristo, Márcio Barbosa, Marcelino Freire, Ana Maria Gonçalves, Flávio Gomes, Henrique Cunha Jr, Joel Santos, Abdias Nascimento e muitos outros não deixam dúvidas que a literatura brasileira, sendo mazomba, não tem só uma cor, não vem só de um lugar e não foi e é escrita apenas por alguns. É produto de luta, afirmação, resistência e superação. A literatura brasileira, por ter história, estilo e memória, também tem cor. Na dúvida, a leitura e a palestra de
O Negro em Versos, uma antologia da poesia negra brasileira pode ajudar ou, no mínimo, confundir.” (Luiz Carlos dos Santos)

 

Maria Da Bethânia Galas é cenógrafa, arte educadora e especialista em museologia. Em São Paulo, cidade onde reside e trabalha, tem desenvolvido trabalhos de consultoria em Arte/Educação para museus, escolas e espaços culturais. Atualmente Maria Da Betania Galas leciona Artes Visuais e coordena a área de Artes e de Projetos para o Ensino Fundamental II da Escola Viva.

Luiz Carlos dos Santos nasceu no Rio de Janeiro, no dia 23 de setembro de 1952. É professor de Língua Portuguesa e Literatura, Jornalista e Sociólogo pela USP. Consultor de História Oral do Museu Afro Brasil, em São Paulo, Consultor da Secretaria de Cultura de São Paulo para o Projeto Racismo: Se você não fala quem falar?(120 anos da abolição),milita no movimento negro desde os ano 1970(SINBA -Sociedade de Intercâmbio Brasil-África – RJ), Coordenou o  NCN-USP, Colabora em cursos de formação de professores no NEAB(UFU), Africanidades do MEC e outros estados como São Paulo e Espírito Santo. Foi o Curador da Exposição: Theodoro Sampaio. Um Sábio Negro entre os Brancos, apresentada pelo Museu Afro Brasil, 2007/2008.

Ulisses Tavares é polígrafo, com mais de 118 livros publicados, em todos os gêneros, para crianças, jovens e adultos. Apenas em poesia, já vendeu mais de 10 milhões de exemplares. Como historiador heterodoxo, tem “Quando nem Freud explica, tente a poesia”, “O Negro em versos” e o recente “Hic!stórias – Os maiores porres da humanidade”. É também dramaturgo, jornalista, marketeiro político, compositor e roteirista.

Duração: 2 horas
Sem limite mínimo ou triagem de participantes.
Investimento: R$ 3.000,00 (três mil reais)

Para contratar:
Nathália Lippi – Assistente Editorial | (11) 3865-3936
poetaulisses@terra.com.br