Museu do Ulisses

 PEGA GENTE
96 pgs – Edições Pindaíba – Coleção PF (Prato Feito)

O primeiro besta-seller da Poesia Marginal brasileira.

Pega Gente, lançado em 1978, foi um marco e um escandaloso sucesso no auge da Ditadura Militar. Inovando no formato (de bolso), no tipo de papel (papel jornal), no preço (praticamente de uma revistinha infantil tipo Pato Donald), na distribuição (bancas de jornais e uma incrível rede de venda mão à mão), e inaugurando a onda do Pega Carona (poetas amigos do Ulisses comparecendo nas páginas finais), Pega Gente vendeu mais de 60 mil exemplares em apenas dois meses, tendo depois consecutivas edições. Liderando o Grupo Pindaíba, com seus 250 poetas militantes em todo o Brasil, Ulisses Tavares mostrava a força e organização da Poesia Marginal paulista.

 

CONTRAMÃO – Antologia
96 pgs – Edições Pindaíba/Poesias Populares

“A prova que fazer um livro é mais fácil que votar no Brasil.”

Na contramão dos tempos bicudos, na contramão do silêncio, na contramão da censura, um grupo de poetas se levanta e grita, no livro e nas ruas, em recitais e passeatas, seu protesto: Ulisses Tavares, Aristides Klafke, Arnaldo Xavier e outros não se calam. E emplacam mais um besta-seller da Poesia Marginal paulistana, com várias edições e uma leitura clandestina e crescente.A Poesia Marginal com o programa estético de dessacralização do discurso literário e de repúdio às formas de enunciação consagradas pelo sistema firmou-se enquanto vanguarda poética da modernidade, justamente por se tratar de um movimento em que havia a necessidade do inconformismo e da resistência. Deste modo, a escritura poética se inscreve na série literária brasileira com o valor simbólico do confronto.

 

Coleção POESIA JÁ
Micro-livros de poemas de Ulisses Tavares, Raimundo Gadelha, Glauco Mattoso e Hamilton Faria – Editora Letras&Letras.

Para levar no lado esquerdo do peito.

Uma micro-coleção de livrinhos que foi um sucesso e um fracasso. Sucesso porque todo mundo gostou. Fracasso porque brasileiro é soda mesmo: como os livrinhos ficavam num display junto ao caixa, e cabiam no bolso, a maioria roubava e não pagava.

 

O EU ENTRE NÓS
98 pgs – Edições Pindaíba

A poesia corporal e visceral de Ulisses Tavares.

Radicalizando suas posturas poéticas, Ulisses Tavares mostra em O Eu Entre Nós poemas baseados nas idéias do psicanalista maldito William Reich. Um livro sincero, chocante e que levou Affonso Romano de Sant´Anna a definir Ulisses como o grande meteoro da poesia contemporânea brasileira.

 

GARCIA QUER BRINCAR
60 pgs – Ilustrações de Marisa Dias Costa – Global Editora

Uma história para crianças crescidas.

Garcia não era criança nem aceitavam que ele fosse adulto. Garcia queria brincar  de tocar nas pessoas, brincar de trabalhar, de ser soldado, de namorar. Garcia foi a uma porção de lugares, e em muitos lugares e muitas situações ele brincou pra valer. Mas Garcia se encheu de tanto brincar. E Garcia casou como quase todo mundo casa quando é adulto. E Garcia entristeceu como quase todo mundo entristece quando é adulto. E Garcia ficou como quase todo mundo fica quando é adulto.
Mas Garcia está disfarçando, porque no fundo continua  morrendo de vontade de brincar feito criança mesmo sendo adulto.

 

 DIAS AZUIS CLAROS E ESCUROS – Romance
120 pgs – Global Editora

Ame-o ou deixe-o, aqui ó!

Uma história baseada em crescer no Brazil, aquele Brasil reprimido, oprimido, se abrindo em beijo de lingua, em novos romeus e julietas, clarezas e descobertas.  Jovens dias azuis com os claros e escuros dos dias de um jovem arregalando os olhos e acelerando seu tesão adolescente pela vida.  Quase uma história de amor.
Com política e fofoca.
Com poesia e baixaria.
Com sexo e lirismo.

 

CAINDO NA REAL
66 pgs -Ilustrações de Angeli – Editora Brasiliense

A barra e a farra do coração adolescente.

Caindo na Real conseguiu a façanha de ficar três anos entre os mais vendidos, de 1984 à 1987. Único livro de poemas para jovens entre outros de ficção e narrativas em geral. Depois a moda pegou e outros poetas, ditos “sérios”, começaram a se voltar para esse público.

 

ESPÍRITO DE CORPO
62 pgs – Direção de arte: Odilon Cavalcanti – Capa de Victor Nosek – Núcleo Pindaíba

Uma experiência poética  visceral.

Impresso numa réplica da prensa de Gutemberg, em 1982, Espírito de Corpo traz, além dos poemas, claro, um guia de sensibilização poética corporal. Propostas de posturas, exercícios e jogos coletivos com poemas que Ulisses Tavares apresentou em centenas de recitais pelo Brasil todo. Alguns acadêmicos reagiram indignados pois achavam que o Autor estava transformando a poesia em algo parecido com uma tomada onde se enfia o dedo para se levar choque. Por um jeito torto, era exatamente isso que Ulisses propunha.

 

A MARAVILHOSA SABEDORIA DAS COISAS
48  pgs – Ilustrações de Rubem Filho – Editora Objetiva

Apólogos para novos tempos.

São 12 apólogos, um gênero milenar mas quase esquecido, primo distante das parábolas e das fábulas. Pertencem a mesma categoria dos contos maravilhosos ou de fadas. Ulisses pretendia recontar apólogos, mas não encontrou nada para recriar. Então, criou ele mesmo 12 apólogos. Esta edição, de 2006, saiu pela Editora Objetiva para um dos programas governamentais de leitura. Nova edição, para livrarias, sairá em setembro de 2008 pela Editora Cortez.

 

BICHO RARO E ESTRANHO
32 pgs – Ilustrações de Spacca – Editora Globo

Bichos muito humanos, isto sim.

A hiena que montou um zoológico cheio de gente. A anta punk. A centopéia que foi ler todas as suas mãos na quiromante. E muitas outras histórias, onde os bichos são muito humanos.

 

O MENINO QUE ERA FILME
40 pgs – Ilustrações de Luiz Stein – Editora Globo

Um menino com muita imaginação.

O menino que era filme acordou com um enorme tigre feroz dentro do quarto. Este é apenas um dos episódios deste filme, isto é, deste livro, cheio de ação, suspense e humor.

 

REMINISCÊNCIAS
96 pgs – Capa de Maurício de Campos – Editora Litolu

Ou desculpem a nossa falha.

Poemas sofríveis do imberbe Ulisses Tavares, um jovenzinho deslumbrado com palavras tonitruantes e orgulhoso de lançar um livro “profissional”, ou seja, com cara de livro mesmo. Curioso é que, na época (década de 60), foi bem recebido pela crítica (antes e hoje, sempre mal informada) que saudou “mais um livro desse veterano e competente poeta”. Também, puder, com nome de velho, Ulisses, e título de Reminiscências (lembranças), quem poderia adivinhar que se tratava de um poeta mal saído das fraldas.

 

AOS POUCOS FICO LOUCO
48 pgs – Ilustrações de Ota – Editora Globo

Só a poesia para traduzir um mundo maluco.

Um beijo rápido no coração jovem. Um toque esperto nas cabeças. Quem nunca leu muita poesia vai querer mais para pirar de vez.

 

EM CARNE VIVA
Pôster com poemas de Ulisses Tavares e desenho de Fernando de Castro Lopes.

Este pôster foi criado para celebrar o III Encontro Nacional de Biodança, no Teatro Tuca, em 15 de junho de 1997.
Posteriormente, em 29 de outubro, foi lançado no legendário Teatro Lira Paulistana, com recital de Ulisses e vernissagem de Fernando de Castro Lopes.
A espada da armadura pegamos “emprestada” para fotografar de um cinema chic da Avenida Paulista e até hoje não se sabe onde foi parar, mas nós devolvemos direitinho, rs.

 

A POESIA DO NASCER
208 pgs – Editora Okidoki (Portugal)

Antologia temática de poemas organizada por Mário Carneiro, que inclui cerca de 130 poemas sobre o nascimento, de poetas de Portugal, Cabo Verde, Angola etc., e do Brasil, como Ulisses Tavares. O prefácio é de Eduardo Sá, professor de Psicologia Infantil. Pedidos e informações, escreva para okidoki@netcabo.pt

 

AMIGOS
188 pgs – Casa Pyndahyba

Uma antologia que cumpre o que promete: só entraram os amigos do saudoso movimento Núcleo Pindaíba. Cento e vinte exemplares, artesanais. Edição de 1994. Ulisses vai tentar colocar em facsímile (cópia) no site.

 

 ANTOLORGIA
205 pgs – Editora Codecri (Pasquim) – 1984

Organizada por Cairo Trindade e Eduardo Kac, é uma versão avantajada e bonita dos livrinhos primitivos e artesanais da Gang Pornô, ilustrada com fotos e desenhos, dos poetas do Movimento Arte-Pornô, entre eles, Ulisses Tavares, Glauco Matoso, Bráulio Tavares e outros desbundados. Fácilmente encontrável em sebos no www.estantevirtual.com.br

 

ANTOLOGIA DA NOVA POESIA BRASILEIRA
336 pgs- Organizada por Olga Savary-Editora Hipocampus/Fundação RioArte

Com organização e seleção de Olga Savary, esta antologia apresenta um vasto panorama da poesia contemporânea brasileira, reunindo poetas nascidos depois de 1945 e com ao menos um livro publicado. O resultado é uma amostra do trabalho de 134 autores, abrangendo praticamente todos os estados brasileiros. Ulisses Tavares participa.

 

 ANTOLOGIA DO POEMA PORNÔ
56 pgs – Edições Trote

O movimento de arte pornô já estava consolidado em junho de 1981 quando saiu esta antologia, ainda um tanto precária e pobrinha. Mais pra frente, sairia a “Antolorgia” editada pelo Pasquim, com muito mais sustança. Como sempre, organizada por Cairo de Assis Trindade, o capitão da turma pornopoética, que, de São Paulo, incluía Ulisses Tavares e Glauco Mattoso.

 

BICHO DE VERSOS
48 pgs – Ilustrado por Ana Raquel – Quinteto Editorial

Bichos diversos em…versos.

Edição feita especialmente para o PNBE 2003 do Ministério da Educação, em mega tiragem. É uma antologia bem bacana que apresenta desde pernilongos até dinossauros sob a ótica de cada poeta. Ulisses Tavares está em boa companhia: Machado de Assis, Ferreira Gullar, Haroldo de Campos, Ronald Claver, Cora Rónai, Guilherme de Almeida, Fagundes Varela e Haroldo de Campos.

 

CONTRA LAMÚRIA
382 pgs – Casa Pyndahyba

Mais uma edição heróica de Arnaldo Xavier e Roniwalter Jatobá, com poucos exemplares artesanais, comemorando os 20 anos do movimento Pindaíba (1974-1994).

 

 GANG
44 pgs – Movimento Arte – Pornô

Mais uma suruba literária e seus livretos e apresentações impertinentes.
Os pelos públicos xerocados na capa são de Eduardo Kác, Cairo Trindade, Ulisses Tavares ou sabe-se lá quem nesta altura, rs. A edição é de 1981.

 

 MULHERES (IN) VERSOS
98 pgs – Antologia – Massao Ohno Editora

Mulheres (in)Versos foi uma série de shows poéticos realizados entre setembro e dezembro de 1989 no badalado Bar Botanic, no Rio de Janeiro. Organizados por Helena Rocha e Carmem Moreno, os recitais, tanto por poetas machos como por poetas fêmeas, tiveram como temática a Mulher.
A antologia, por sua vez, foi lançada em 11 de dezembro de 1990, no Espaço Cultural H. Stern, em Ipanema.
Participam do livro, entre outros: Affonso Romano de Sant´Anna, Cláudia Alencar, Dulce Quental, Glória Perez, Leila Cordeiro, Leila Pinheiro, Márcia Peltier, Mário Lago Filho, Ronaldo Werneck e Ulisses Tavares.

 

 OKU – Viajando com Basho
Carlos Verçosa

Foi lançado em outubro de 1996, editado pela Secretaria de Cultura e Turismo do Governo do Estado da Bahia.
O “Oku” do título refere-se a “Oku no Hosomichi”, diário de viagem escrito pelo poeta japonês Basho no século 17. O trabalho de Carlos Verçosa é primoroso.
Com 568 páginas, este livro dedica suas 164 páginas finais ao desenvolvimento do haicai no Brasil, do grande Paulo Leminsky aos pequenos como Ulisses Tavares.

 

QUAISQUER revista-livro
64 pgs – Edição Valdir Rocha

Mais uma aprontada bacana do artista plástico e escultor Valdir Rocha, reunindo poetas  no outono de 2000, com o tema Espelhos. Ulisses Tavares participa.

 

TAMBORES DA TRIBO
Poema pôster da Editora da Tribo com poemas em torno do amor – Ano 2002.

 

ASSIM VOCES ME MATAM
44 pgs – Ilustrado por Duva – Edições Pindaíba

O poeta estrebucha mas não morre.

Parte da Coleção Bagana, uma das provocações literárias do Núcleo Pindaíba Edições e Debates, Assim vocês me matam é propositalmente planfletário e desbocado e desbundado. Correu mundo mão à mão, e teve inúmeros lançamentos/recitais em bocadas como a saudosa Taverna Boemia, no bairro do Bixiga, São Paulo, reduto de poetas e aloprados em geral.

 

 POESIAS POPULARES – Número 1

Foi em 1977 que Ulisses Tavares, com o saco cheio de ser censurado, criou o Poesias Populares, um jornalivro para publicar seus poemas. A diagramação imitava um jornal sangrento e famoso na época, o Notícias Populares. Evidente que, em plena ditadura militar, banca de jornal alguma se dispôs a vender o dito cujo. Mas os poetas e alternativos aderiram, gostaram da idéia e, em pouco tempo, o Poesias Populares virava um movimento de centenas de poetas brasileiros pela liberdade de expressão.

 

POESIAS POPULARES – Número 2 e último

O jornalivro Poesias Populares teve mais agitos que edições. Centenas de recitais em todo o Brasil, muito enfrentamento com a repressão, prisões, até porque o jornal publicava desenhos feitos por presos políticos dentro das cadeias (Ulisses nunca vai contar como eles chegavam, porque a História dá voltas…) etc. Mas o jornal vendia feito pãozinho quente no mão à mão, olho no olho, cumplicidade uma geração oprimida. A redação era na casa do Ulisses, por ironia vizinha do quartel do Dói-Codi , notório centro de torturas. Nas reuniões de pauta e novas ações, metade dos participantes era de arapongas, sabujos da Ditadura, crentes que os poetas eram tão ingênuos que não os identificavam. Ficavam putos quando Ulisses tocava As Frenéticas e propunha uma dança coletiva.

 

 
INICIATIVA PRIVADA – 1 e 2

Eram pôsteres poéticos encartados no jornalivro Poesias Populares e também com tiragens avulsas. Foram colados em portas de banheiros públicos de todo o Brasil graças aos poetas repórteres do Guia 4 Rodas. Viraram objeto de Bienal de Artes, receberam premio do Clube de Criação de São Paulo etc.