Matérias, Entrevistas e Poemas sobre Cães

Árvore genealógica do Tutty e do Ferinha

A raça English Springer Spaniel sempre foi a preferida da realeza européia e brasileira, como se vê nessas fotos da nossa Princesa Isabel.
A raça continua linda e especial, mas seus donos agora são plebeus, como o poeta Ulisses Tavares, no máximo um candidato a bobo da corte.

Revert Henry Klumb, foto de 1866. Um dos muitos cachorrinhos das princesas, filhas de D. Pedro II., imortalizados pelas lentes do fotográfo.

Foto de Joaquim Insley Pacheco. Princesa Isabel retratada com seu cachorro, c. 1870.

Ferinha caçando baratinha.

Tutty Antônio
(* 1995  † 2009)

ADEUS, MEU DONO
ADEUS, MEU AMIGO

Adeus, meu dono
Adeus, meu amigo
Foi bom viver ao seu lado
Espero ter sido bom viver comigo
Não pergunto para onde vou agora
Nem mesmo porque estou indo
(Aos cães, Deus resolveu
bondosamente perdoar dúvidas)
Se for como foi aqui
Com certeza estarei rindo

Levo a lembrança
De nossos dias em festa
Afinal minha alegria
Todo dia era de criança
Quantas vezes não consolei
Sua solidão e tristeza
Latindo: estou aqui
Olha do sol a beleza
Reparte comigo o que não sei
Você se sentindo um caco
Para mim sempre um rei

Adeus, meu dono
Adeus, meu amigo
Entro em paz neste sono
Deixando cumprida a missão
De um cão neste mundo insano:
Fazer bater feliz seu coração
Tornar seu sentir mais intenso
E, por que não dizer, mais humano.

Ulisses Tavares agradece a solidariedade de todos na partida de Tutty Antonio, especialmente à veterinária Carolina Cresta. E agradece ao Tutty pelos 15 anos de absoluta alegria e amor.

(Foto por Gabriela Terra)

Ulisses Tavares é um poeta cigano e vira-latas que abana o rabinho a qualquer cafuné. Talvez por isso se identifique tanto com os cães. E, afinal, é o escritor de estimação de um cachorro. Ou melhor, de dois.

Os cães que viraram livros:

SÓ NÃO VENHA DE CALÇA BRANCA – CÃOGRAFIA AUTORIZADA
DE TUTTY ANTONIO

96 pgs – Ilustrações de Nill – Editora Saraiva

A “cãografia” bem-humorada de Tutty Antonio

Tutty Antonio, um cachorro da raça English Springer Spaniel, é muito especial. Neste livro, ele abre seu coração para contar como é a vida de cachorro. Como bom observador e metido a filósofo, discorre sobre suas manias, suas brincadeiras, sua vida afetiva. É claro que não poderia deixar de falar sobre nós, os seres humanos! Uma “cãografia” autorizada e narrada a Ulisses Tavares, poeta e publicitário premiado, e escritor de estimação do Tutty Antonio.

FERINHA MEL – Retratos Inesquecíveis da Infância de Um Cão
24 pgs – ilustrações de Natália Forcat – Editora Escala Educacional

Um filhote de cão para filhotes de gente.

Narrada em primeira pessoa, a obra apresenta à criança as aventuras e desventuras de Ferinha Mel, um cão da raça English Spanniel, desde seu nascimento até os dias atuais. Tudo de forma divertida e prazerosa. Curioso é que o personagem, Ferinha Mel, existe mesmo e é filho do Tutty Antonio, outro cachorro de Ulisses Tavares que também virou livro.

(Para comprar este livro: www.escalaeducacional.com.br)
(Para livro autografado, escreva para o Autor)

Curiosidades:

– Tutty Antonio e Ferinha Mel existem mesmo, são os cães de estimação de Ulisses Tavares, e vice-versa. Vide foto:

– Os dois são também personagens, desenhados por Nill, de tirinhas em quadrinhos publicados em revistas de pets, como estas:

– Tutty e Ferinha nasceram com esse karma literário, rs. A namorada do Tutty, a Nelly, mãe do Ferinha, é também personagem do livro de sua dona, Helena Linton.

– Vejam aqui o trecho onde Nelly relembra seu encontro com Tutty, tendo o Ferinha já em sua barriga:

“Encaminha-se para o terraço e se deita embaixo.
Procura dormir.
Preta se aproxima e se senta perto da amiga. Alguma coisa acontece. Ou muito boa ou muito ruim. Cheira a amiga. Cheiro de cachorro estranho… Pêlo amarfanhado… Nelly abre os olhos e estica a cabeça, as pernas.
Nelly: Ah! Preta! Hoje conheci o Tutty. Que ca­chorro maravilhoso! Querido Tutty.
Preta: Já sei, Nelly. Segundo as leis caninas, o Tutty e você ficaram íntimos por um dia.
Nelly: Pois é! Segundo as leis caninas ele, me foi apresentado. Não sei como a menina Titi o conheceu. Mas levou-me até a casa dele. Seu dono é muito gentil, simpático. No começo eu não quis saber de muita conversa. Nunca tinha visto esse cachorro… Sabe que é todo aristocrático quanto eu? Lindo! Pêlo branco e marrom, sedoso. Alto, forte, muito alegre. Preta escuta a amiga, animada. Nelly: Nós cachorros, não vivemos toda a vida com outros cachorros, formando uma família, como os humanos. Temos nossa época de acasalamento. Isto é, quando estamos no cio. Nossa fase de reprodução. Aí nós nos relacionamos; depois nos afastamos para cui­dar dos filhotes que virão. Isso não quer dizer que não sentimos emoção pelo nosso parceiro momentâneo. Eu gostei muito do Tutty. Fiquei feliz de conhecê-lo. Preta suspira.
Preta: Eu sei de tudo isso, Nelly. Nossa natureza é bem diferente. E entendemos o mundo de modo diferente dos humanos. Não procuramos mudar a natureza. Aceitamos tudo como é, também por isso, acho que sofremos menos.
Nelly: É isso. Os humanos pensam demais.Querem transformar, modificar. Daí entram em cada conflito… Essa é a natureza deles. Precisamos ficar sempre por perto.
Nelly suspira pensando em Tutty. Ficou feliz com o dono dele.
Nelly: E Tutty sabe que deve se conformar com tudo mesmo…
Boceja… Está cansada.
Nelly: Fiquei prenha.  Preta.   Ou grávida, como querem os humanos.
Dormiu e rolou os olhos para lá e para cá. Um cachorro passa latindo e Preta se assusta.
Corre para o portão latindo também para afastar o intruso.
Deita-se de frente para a rua e cochila, pensando… Ser mãe deve ser uma sensação boa. Ver a barri­ga crescer… as mamas se enchendo de leite… depois ver os cachorrinhos cheios de saúde, com os olhinhos ainda fechados… os ouvidos também… lambê-los para limpar o xixi, o cocô… escovar os pelinhos com a lín­gua áspera… Sua mãe também fora boa para ela. Lem­bra-se, vagamente, de sua preocupação em manter os filhotes todos perto dela… ela amamentava quanto podia… mas sempre algum filhote ficava chorando era fome, com certeza. É… não havia compararão . os ca­chorros precisam de bons donos, assim n uno OS donos precisam de bons cachorros… uma troca.. Encontrar bons cachorros sempre foi fácil.. mas encontrar bons  donos, somente com sorte… quase sempre os humanos tratam os animais com indiferença… esquecem-se do carinho…”

– Volta e meia, Ulisses Tavares assume o tema cães em seus poemas, contos e artigos para revistas e jornais. Como aqui, na Revista Recreio:

POINTER

já fui um cão de caça
e ainda conservo este porte belo
mas os tempos mudaram
e o jeito é caçar chinelo.

POODLE

não se enganem com meu tamanho de coragem
não dou vexame alerto e avanço,
mas gosto mesmo é de um colo de madame.

FOX TERRIER

me chamam de pêlo de arame mas isso é disfarce
do espeto por um cafuné bem-feito logo me derreto.

DALMATA

meu negócio é brincar
taí algo que entendo do riscado
não fosse feito para brincar
porque já nasceria fantasiado

PASTOR

meu nome é minha sina:
colocar ordem na casa e no rebanho
manso e dócil como ovelha
sou feroz só com estranhos.

COCKER SPANIEL

não tem como resistir,
nasci bonito e para companhia um cocker é para sempre
faça tempo bom ou ventania.

BOXER

mistura de mastiff e buldoguc
tenho na vida várias danças uma que todo mundo conhece
é amar as crianças.

VIRA-LATA

de todas as raças,
sou um pouco de cada,
talvez a mais pura o melhor de cada
uma para sempre em minha mistura

– De vez em sempre o poeta fica indignado com o tratamento dado aos animais em nosso mundo global e insensível, e reage como pode, sempre com poucos resultados, claro. Afinal, se poucos ligam para o sofrimento humano, menos ainda se importam com nossos irmãos animais, embora animais todos sejamos.

– Ulisses Tavares envia seus “Jornal do Poeta” para seus leitores antenados, como aqui:

JORNAL DO POETA – Edição 2

Para o vira-lata Lula:

Desculpe tomar seu tempo de presidente
Mas não tenho mais a quem recorrer
Meu assunto é simples e não vai dar ibope
Nem vai ter holofote
Você que já foi vira-lata, pobre, humilhado, discriminado,
De repente não me deixa atoa morrer.
Eu era a Preta, só isso e no máximo a Preta.
Uma vira-lata faminta, mãe solteira.
Sei lá porque, vocês humanos são confusos,
Alguns jovens brasileiros em parafuso
Me mataram e aos filhotes de minha barriga
De repente sem mais nem menos.
Eu queria justiça (parece que o povo inteiro diz: queremos!)
Porém, já avisei, nem sou negro rico que joga bola,
Sou menos que as crianças índias que morrem de fome,
Única coisa que tinha era meu nome.
Em nome da Preta, só talvez um poeta
E meia dúzia de brasileiros choram.
E quem sabe o ex-vira-lata Lula
Dedique um minuto de atenção
À este Brasil mundo-cão.
(Ulisses Tavares – 21/04/2005)

P.S: **Barbárie! Assassinato da Cadelinha Preta em Pelotas**

Uma cadelinha que vivia na rua, chamada Preta pela vizinhança, foi morta por jovens na madrugada da última quarta, 06.04.2005, na cidade de Pelotas – RS.
Preta, que estava no último mês de gestação, foi amarrado ao pára-choque de um veículo e arrastada por mais de cinco quadras. Pedaços de seu corpo e dos filhotes que nasceriam em breve ficaram espalhados pelo asfalto. A polícia abriu inquérito para investigar a queixa de crueldade contra o animal. Segundo o delegado Osmar Silveira dos Anjos, três pessoas já haviam sido ouvidas. Um dos supostos envolvidos, de 21 anos, já teria sido identificado. A polícia deverá ouvir ainda outras testemunhas do fato.As investigações deverão apontar de que forma os responsáveis poderão ser punidos.

– E convoca e participa de manifestações pró-animais como esta:

Quem não irá defender os animais:

Lula não se chame:
O ex-vira-latas
Virou poodle de madame.
Os políticos verdes
Amarelaram faz tempo.
Marina Silva deixou o rabo da saia
E da Amazônia pegar fogo
E se refugiou num templo.
O pessoal dos direitos humanos
Acredita que animal não é gente,
A Glória Perez não vai
Porque está ocupada em glorificar
Cavalos pulando em rodeio
Com pólvora no buraco do meio.
As matilhas de políticos
Estarão como sempre
Comendo dólares em seus penicos,
A grande classe mérdia
De olho nos gols da rodada,
Boa parte da juventude
Não acorda cedo depois da noitada.
Mas nem tudo está perdido ou acabado,
Estaremos nós lá,
Os gatos pingados,
Os que acreditam na Vida
E sua defesa intransigente.
Vamos à pé, de bicicleta, patinete,
Da esperança uma ilha
A qual apenas não se chega de brasília.
(Ulisses Tavares – 31 de junho de 2005)

Ulisses Tavares é poeta, escritor, jornalista e animal consciente como você!

Demonstre sua indignação contra a VIVISSECÇÃO comparecendo à Manifestação! Por favor. Seremos milhares em defesa dos que não podem se defender.Próximo domingo, às 10h, na Av.Paulista.

– A luta midiática é ferrenha e o mais fraco perde, ou seja, a causa dos animais. Gente como o poeta e o músico Sérgio Sá continuam fazendo o que podem.

MAIS ANIMAIS

(Letra de Ulisses Tavares e Música de Sérgio Sá)

Nunca vi galo brigar por dinheiro
Nosso joão-de-barro não faz casa pra alugar
Na tourada o premio vai para o toureiro
Teclas de marfim não nos ajudam a mastigar
Pela arena corre um pobre coitado
Que nem sabe que tem
De derrubar o cowboy
Se debate com o saco apertado
Ele salta e dispara, eita! Isso dói!
Ula, ula, ula!
Com pólvora no rabo
Qualquer bicho pula! (bis)
Com medo no rabo
Todo bicho
Dança ula-ula.
Pois então vamos deixar de rodeio
Falo por aqueles que jamais podem falar
Quando os fins só justificam os meios
Tortura vira forma de cultura popular
Na cidade tudo é bem mais selvagem
Ninguém respeita a vida como nossos ancestrais
Nem um burro pensa tanta bobagem
Entre eles e nós
Quem são mais…animais?
Ula, ula, ula,
Com pólvora no rabo
Qualquer bicho pula!
Com medo no rabo,
Todo bicho
Dança ula-ula. (bis)

(Para ouvir a música, vá ao botão “Multimídia” ou clique aqui)

P.S.: Esta música foi composta para a novela América, quando Glória Perez nos solicitou  uma reunião com os defensores dos animais, porque pretendia incluir um personagem que fosse nosso porta-voz, os anti-rodeios.Convocamos os defensores dos animais, marcamos a reunião e…nada aconteceu. Como ela e a Globo preferiram glorificar a barbárie dos rodeios, eu e Sérgio Sá decidimos liberar esta música para quem quiser usar a música em manifestações, protestos,marcação de cidadania. Usem, abusem, espalhem. Não é uma causa perdida. Nós, os babacas anti-crueldade com os animais, temos conseguido algumas vitórias importantes, como a proibição de uso de animais (torturados para parecerem “humanos”) nos circos de RJ e SP.

Veja a entrevista do Ulisses sobre o livro “Ferinha Mel”

Milady foi resgatada na rua numa noite gelada de 1994. Meiga, infelizmente já veio cheia de problemas de saúde e, aos 8 meses, foi para o céu dos cachorrinhos. À esquerda, Ulisses com a princesinha. À direita, Ulisses Tavares Filho, versão cabeludo.

O primeiro Ferinha, adotado em 1983. À esquerda, viralatinha. No centro, viralatão. À direita, com Ulisses Tavares Filho, crescendo com seu irmão de quatro patas.

Ferinha, já na casa do Rio de Janeiro, aguardando o dono na varanda todo final de tarde. No centro, estranhando o calor carioca, ganhou um ventilador só para ele. À direita, Ferinha aguarda seu escritor de estimação (1988-pré computador) parar de batucar na pesada máquina de escrever Lexicon.

Fase boa na casa do Condomínio Ecológico Vale dos Lagos, em São Lourenço da Serra, SP.
Em 1995, chega
Ferinha Mel, filho do Tutty Antonio. Entre rosnados e abanar de rabinhos, o papai Tutty explica para Ferinha como trazer o jornal para o Ulisses.
Como são dois cães de caça ideais para pantânos, o pai bípede providencia uma piscina exclusiva para eles. Sendo budista, Ulisses acalenta a esperança de reencarnar como cachorro…do Ulisses.

Ainda na casa do Vale dos Lagos, aos poucos a cachorrada da vizinhança (mais de 30!) vai se agregando a família de Tutty, Ferinha e o viralatas Ulisses Tavares.
À esquerda, o guloso
Ferinha acompanha a matilha mas, prevenido, não larga sua vasilha.
No centro, a orgulhosa mamãe Bethânia cuida de seu filho (como até hoje, aliás).
À direita, o caçula tira um cochilo em sua rede predileta.

Momentos Tutty Antônio: pequenino e valentão; com Ulisses no Vale dos Lagos; nadando livre leve e solto; em cena de sexo explícito; repouso do guerreiro; posando.

Lampião não era flor que se cheire, mas tinha 4 coisas que admiro: gostava muito de ler, respeitava as mulheres e os gays (permitia inclusive que eles se vestissem como mulher, no bando), sabia costurar (e muito bem, nunca se separava de seu rifle e sua maquininha portátil de costura) e, sobretudo, amava seus cães. Tanto que são os inúmeros relatos de suas fugas da polícia em que deixava de comer para dar de comer aos bichinhos.

A única coisa boa do fdp do Hitler está a sua direita. Um de seus cães de estimação, aquele que ele sacrificou antes de se suicidar, para que não sofresse durante o fim da guerra. Pena que não aprendeu nada de bom com ele.

Podem observar: o maravilhoso Chaplin não fez nenhum grande filme sem botar lindos viralatinhas neles. E na sua vida real também foi assim. Cães são tão bons que amam bons e maus, indistintamente.

O grande Winston Churchill simplesmente cagava e andava para os inúmeros puxa-sacos, bípedes humanos. Mas se curvava para qualquer gatinho e cachorrinho. Aliás, nunca viajou sem a presença de sua cachorrinha.

A nova presidenta (sim, a palavra é feia mas existe nos dicionários!)do Brasil, com seu cachorro, o Nego. Ela tem também uma outra cachorrinha, a Fafá. Se o povo brasileiro vai ser mimado, como merece, por ela não sei, mas o Nego e a Fafá com certeza, rs. O único cargo que cães pleiteiam é o ministério do colinho.

Disso ninguém pode reclamar do ex-presidente Lula: ele adora a Michele.

Duas belezas: um English Springer Spaniel e uma Ana Paula Arósio. Ao fundo (não dá pra ver), Ulisses babando e abanando o rabinho de alegria.

O inesquecível Tutty Antonio em sua versão desenhada (criação do ilustrador Nill), anuncia seu livro em petshops. Todos os cartazes traziam textos extraídos do livro Só Não Venha de Calça Branca.

Imprima, dobre ao meio e olhe contra a luz. O resultado é engraçadinho e safadinho.

O artista plástico Odir Grecco divulga seu excelente trabalho, “Pet Family”.

  • Folha.com:Coluna Bichos – “Mascote da Semana”, Ferinha Mel

Passeata histórica em defesa dos animais reúne mais de 20 mil pessoas em SP
Dom, 22 de janeiro de 2012
Fonte: ANDA

Um dia histórico para a defesa dos direitos animais. Manifestações simultâneas em mais de 170 cidades brasileiras marcaram o domingo como um dia de luta pela punição contra crimes aos animais. Em São Paulo, o protesto reuniu mais de 20 mil pessoas. Ativistas, integrantes de ONGs, protetores independentes, artistas, mas, principalmente, cidadãos comuns, que não pertencem a nenhum movimento e pela primeira vez foram às ruas emprestar sua voz e seu apoio aos animais que precisam ter seus direitos reconhecidos.


Ulissescão na passeata contra a crueldade.

Clarice LispectorClarice Lispector e seu cão Ulisses!