Ulisses Tavares » Referências Bibliográficas

Referências Bibliográficas

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A PRODUÇÃO INDEPENDENTE NA LITERATURA
Editado pelo grupo Picaré

Um bom levantamento da década de 70 e suas publicações.

 


DO PODER AO PODER
de Leila Miccolis
160 pgs – Editora Tchê – Rio Grande do Sul – 1987

Reflexões e levantamento sobre a imprensa independente brasileira durante os anos de chumbo, incluindo o jornal-movimento Poesias Populares, de Ulisses Tavares – SP.

 


ENCONTROS COM A CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA – nº 22
Editor: Moacyr Felix

De um tempo até recente em que poucos brasileiros liam (como hoje) mas os que liam compravam até uma revista em formato de livro como a brilhante Encontros com a Civilização Brasileira. Toda a elite intelectual brasileira de esquerda passou por estas revistas-livros que duraram de 1978 à 1988. Uma soberba resistência cultural que publicava também os poetas marginais e malditos da década de 70, como Ulisses Tavares, na edição número 22.

 


ENCONTROS COM A CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA – nº 20
Editor: Moacyr Felix

Se a poesia das décadas de 70 e 80 era composta por uma infinidade de vagões, Moacir Félix era o maquinista que mostrava o caminho do trem para os leitores.

ILUSTRAÇÃO DO LIVRO INFANTIL

Luís Camargo
Escritor e ilustrador de livros infantis, nascido em São Paulo, Brasil, em 1954.
Desenvolve pesquisas sobre ilustração desde 1982, tendo publicado diversos artigos e, em 1995, o livro Ilustração do livro infantil – Editora Lê.


ISSO É QUE É

Poemas de Franklin Jorge e seus amigos como Ulisses Tavares.
Editora Clima, de Natal/RN, em 1981.


LITERATURA INFANTIL – Teoria, Análise, Didática
De Nelly Novaes Coelho
287 pgs – Editora Moderna -1ª. Edição 2000

Amplo painel das possíveis abordagens, leituras ou análises da literatura infantil e juvenil, apresenta a necessidade de conhecimento, reflexão e crítica dos principais problemas suscitados hoje por essa importante produção literária.

 


MIRANTE

Editada pelo heróico poeta santista Valdir Alvarenga, a revista Mirante sai desde 1982 sem nunca ter tido nenhum patrocínio. Volta e meia, prestigia Ulisses Tavares. Quem quiser colaborar e ajudar o Valdir nesse quixotesco e importante empreendimento, escreva para cá que encaminhamos.

 


MOLEQUES DE RUA
De Roberto Freire
88 pgs – Editora Moderna

O mestre e guru do anarquismo reicheano brasileiro, Roberto Freire, utiliza poema de Ulisses Tavares como epígrafe do livro.

 


O PRIMEIRO INFERNO
De Celso de Alencar

Um dos mais impactantes e ativo poeta contemporâneo brasileiro, Celso de Alencar mostra neste livro, que vem sendo reeditado, que está com tudo e não está prosa. Ulisses nem sabe bem porque, mas, em um dos poemas, Celso destaca que “sou louco como todos os loucos do mundo/ mas não maluco como Ulisses Tavares”.  Consultado a respeito, Ulisses diz que considera Celso de Alencar mais maluco e talentoso que ele.

 


O QUE É POESIA MARGINAL
De Glauco Mattoso

Glauco Mattoso publica em 1981, pela famosa coleção “Primeiros Passos” da editora Brasiliense (São Paulo), o ensaio paradidático O QUE É POESIA MARGINAL. Na época o rótulo de “marginal” para designar a mais recente geração poética brasileira ainda não estava assimilado pela cultura acadêmica, cabendo a Heloísa Buarque de Hollanda e Carlos Alberto Messeder Pereira, entre outros, o pioneirismo no estudo desses jovens e controversos poetas, em meio aos quais GM estava cronologicamente incluído e sobre os quais se sentiu à vontade para discorrer sobre seus amigos como Ulisses Tavares.


O VERDE VIOLENTOU O MURO
De Ignácio de Loyola Brandão
400 pgs – Global Editora

O Verde Violentou o Muro é o registro de um brasileiro no cotidiano alemão antes e depois da queda do muro de Berlim. Pensamentos, cartas, viagens e pessoas compõem o material trabalhado pelo autor na narrativa, mostrando como era a Berlim da década de 80, durante a existência do muro. Informações e apontamentos sobre os primeiros tempos após a queda do muro compõem o momento do retorno do autor, que refaz os mesmos caminhos de antes do muro e registra as mudanças que ocorrem na cidade na década de 90, agora uma Berlim livre. O verde? eram os verdes, uma tentativa de rompimento com as velhas estruturas políticas, econômicas e sociais, além de outras buscas que envolveram uma visão pacifista, ecológica e antinuclear da Alemanha. Acontecimentos que marcaram o período do muro ? o pavor da terceira guerra, a ação dos pacifistas e o partido dos verdes ? são apresentados com realismo.  Contém poema “Toque”, de Ulisses Tavares.

 


PLURAL – 1978

Revista que teve apenas 6 números fervilhantes. Editada pelo mesmo criador da Versus, Marcos Faerman, com Audálio Dantas, Cláudio Abramo e Rodolfo Konder.
Publicou, entre outros, um sociólogo exilado, um tal de Fernando Henrique Cardoso, rs, e o espevitado poeta Ulisses Tavares.

 


CADERNOS POESIA BRASILEIRA – Poesia Infantil
Instituto Itaú Cultural

Lançado em 1996, com 58 pgs ilustradas cada um, pelo Instituto Cultural Itaú estes livros mapearam boa parte da produção literária brasileira, servindo (por serem distribuídos em larga escala à educadores) como guia para aulas em escolas e faculdades.
Neste volume dedicado a Poesia Infantil, foram destacados: Arnaldo Antunes, Olavo Bilac, Henriqueta Lisboa, Cecília Meirelles, Sidonio Muralha, José Paulo Paes, Ruth Rocha, Zalina Rolim e Ulisses Tavares.

 


POESIA JOVEM ANOS 70
De Heloisa B. Holanda e Carlos Messeder Pereira

Volume destinado as bancas de jornais, dentro da excelente coleção Literatura Comentada, lançada pela Abril Cultural em 1982. Ainda bastante encontrável em sebos.

 


A POESIA MARGINAL DOS ANOS 70
De Samira Youssef Campedelli
160 pgs – Editora Scipione

Amplo painel sobre os malucos da poesia marginal, como Ulisses Tavares e tantos outros.

 


MARTE FILMES LTDA

Proibido para maiores, este volume mostra as revistas de fotonovelas pornográficas criadas por Ulisses Tavares de 1980 à 1986, e calientemente dirigidas por Carmo Rubilotta em motéis de São Paulo. Ulisses e Carmo juram que nunca participaram das cenas, rs. Ulisses justifica essa fase como a da necessidade de pagar as dívidas provocadas por ex-esposas, assim como, na década de 70, escrevia livrinhos de faroeste e espionagem (com pseudônimo, claro) pelo mesmo motivo.

 


REICH 1980
De José Ângelo Gaiarsa
242 pgs – Editora Agora

Uma releitura de Wilhelm Reich por um de seus maiores divulgadores no Brasil. Vai do caso clínico, minuciosamente descrito e interpretado, até o ensaio de recolocação de Reich no presente. Poemas de Ulisses Tavares abrem cada capítulo.

 


TRAVESSIA – revista/livro

Da década de 70, uma das poucas publicações universitárias a dar espaço para a poetas independentes e anti-acadêmicos como Ulisses Tavares.

 


RETRATO DE ÉPOCA
De Carlos Messeder Pereira
363 pgs – Edição MEC/Funarte

Edição de 1981 com abrangente visão da Poesia Marginal dos anos 70.

 


O CAÇADOR DE ARCO-ÍRIS
De Luiz Roberto Guedes
128 pgs – Editora Escala Educacional

Este belo romance de Luiz Guedes traz como epígrafe o poema “Daltonismo”, de Ulisses Tavares.

 

ARTES & ARTEIROS

Livro-catálogo da Exposição de arte pernambucana promovida pelo Instituto Cultural Bandepe em outubro de 2003. No livro, Ulisses comparece com seu poema “Olhando a arte, instruções de uso”:

“Olhe de longe, olhe de perto, / Olhe de lado / Esses nossos olhos são assim mesmo / Quanto mais arte vêem / Melhores ficam, mais educados / Se o artista tanto treina e pratica / Nas cores, nas formas, em tudo, / Colabore com seu olhar / Não deixe o quadro mudo / Agora, se nenhuma parte da obra / Em cima, embaixo, no centro, / Atrai seu olhar totalmente / Feche os olhos e depois abra / Desta vez você vai ver finalmente / O que só se mostra para seus olhos de dentro.”

 

PREMIO FUNARTE DE DRAMATURGIA

Traz o texto da peça “Alice e Gabriel”, de Jaime Celiberto com poemas de Ulisses Tavares, ganhadora do 1* Premio-2005.

 

BABEL
De Álvaro Alves de Faria
96 pgs – Editora Escrituras

Um livro inteiro sobre a escultura “Babel” de Valdir Rocha, sobre poesia e poetas. Escreve, na página 39: “Ulisses Tavares colhe maçãs/no céu que desapareceu/estrelas cadentes mortas no fundo do poema.”

 

HOMOSSEXUALIDADE: PRODUÇÃO CULTURAL, CIDADANIA E SAÚDE
Janaína Dutra – ABIA

“Nos ensinaram a carregar, a tirar da frente, a bandeira do pênis.
Nos ensinaram a carregar atrás um ânus com armadura.
Nos eminaram assim, a carregar meia vida à frente e meia morte atrás,
Nos ensinaram tudo pela metade.” Ulisses Tavares.

O poema de Ulisses Tavares retrata, com grande clareza, o hábito que temos de olhar a sexualidade através de uma ótica particular, esquecendo a pluralidade e a diversidade dos comportamentos humanos. Sua ótica desconstrutora nos remete ao processo de construção da travesti, que abriga o macho e a fêmea num mesmo corpo e nos conduz a uma reflexão sobre a homossexualidade e o preconceito que a cerca.

Leia mais: http://www.abiaids.org.br/_img/media/anais%20homossexualidade.pdf

 


PASTORES DE VIRGÍLIO
De Álvaro Alves de Faria
Escrituras Editora (2009)

Só mesmo um arqueólogo poético portentoso e generoso como Álvaro Alves de Faria para produzir este tijolaço nos dias de hoje. Instigando e dando voz aos poetas contemporâneos, Álvaro brinda os dinossáuricos leitores de poesia com a realidade dos dinossauros poetas. Quem encarar vai se surpreender com as descobertas.

 


POEMATEMAGIA
De Cairo de Assis Trindade
Editora Contemporânea

O infatigável gaúcho acariocado Cairo de Assis Trindade, sim, o mesmo bandleader do Movimento de Arte Pornô, continua produzindo, e muito. Aqui, ele retoma uma tradição dos poetas que é (re)criar um poema já existente.

 


LITERATURA – REVISTA DO ESCRITOR BRASILEIRO
Janeiro 2006

Lá de Fortaleza, o poeta Nilto Maciel consegue essa façanha de manter uma revista/livro de literatura, trimestral, plural, bem feita, coisa rara.

MIMEÓGRAFO GENERATION
Jairo Jhade Galahade (1986)

Publicação valente da geração mimeógrafo. Mimeógrafo foi, para nós poetas alternativos, o que hoje é a web: liberdade para se exprimir de maneira barata. Botei uma foto da maquininha, peça de museu.

 


EL SUMO ZUMO
Arturo Arcángel
Colombia, 1981

Bem antes do Mercosul, os poetas latino-americanos já agiam frenéticamente, circulando pequenas revistas caseiras, trocando poemas, idéias e esperanças.

 


EDUCAÇÃO E CIDADANIA
Febem – SP (2004)

A Febem virou um inferno e não sabemos se essa excelente iniciativa teve continuidade.



ESCRITA – REVISTA DE LITERATURA
Wladyr Nader

O jornalista Wladyr Nader manteve com suor, garra e prazer, claro, esta revista por anos a fio. Muitos escritores e poetas revelados. Sua redação era o segundo lar dos alternativos. Nós, do Núcleo Pindaíba, adorávamos o circunspecto mas ousado Wladyr.

(Para melhor visualização das capas dos livros e suas referências, clique nas imagens)