Século XXI

Boa leitora, Leitora boa. Literalmente. (02 junho de 2003)

 

Por essa o Ulisses não esperava. Havia acabado de lançar o Diário de Uma Paixão (Geração Books) quando a Sabrina Sato, então a gostosa do momento do BBB, aparece no programa Videoshow de 02 de junho de 2003 e, além de mostrar o livro, lê um poema. A Geração aproveitou e distribuiu uma filipeta nas livrarias no Dia dos Namorados. Bem depois, o poeta ficou sabendo que Sabrina Sato era também jornalista, antenada, e leitora constante de livros de poesia. Obrigado pela força, japinha!

Na Bienal de Natal, entrevistado pela “prima”. (Natal-RN-22 a 31 de agosto 2003)

 

Na Bienal Nacional do Livro de Natal, Ulisses teve a grata surpresa de ser entrevistado (no palco de encontros do evento) por sua “prima” a também escritora Clotilde Tavares. Ela é irmã (real) do escritor e poeta Bráulio Tavares. Por serem Tavares, escritores e amigos de longa data, se autoproclamaram “primos”. E não é que muita gente acredita? O slogan dos três (na verdade quatro, pois inclui a pesquisadora Inês Tavares) é…enquanto os Silva não se unem, os Tavares dominam o mundo. A Bienal foi ótima, lotada, e a hospedagem melhor ainda (nordestino é mestre na arte de acolher os forasteiros, todo mundo sabe). Ficamos, os escritores, hospedados num hotel simplesmente cinco estrelas, junto ao mar, com uma piscina que tinha um problema: um bar flutuante no meio dela. Por que problema? É que o Ulisses e o Antonio Torres, escritor carioca, “moraram” na piscina-bar durante dias e noites, exceto nas horas em que tinham autógrafos e palestras na Bienal. E ainda chamaram uma multidão de amigos (que nada tinham a ver com a Bienal) para desfrutar da mordomia. Todo mundo caindo de boca nas melhores comidas e bebidas. Na hora de ir embora, descobriram que as bebidas e comidas não estavam incluídas na diária. Voltaram (Ulisses para São Paulo, Antonio Torres para Rio de Janeiro) mais durangos e endividados do que quando chegaram. Mas valeu a festa. Coisas de poeta.

A “prima” Clotilde Tavares Escritor Antonio Torres Piscina do Hotel Serhs Natal

Arte no Ônibus Um exemplo a ser seguido (2003 – 2004)

Poesia e artes plásticas circularam nos ônibus de Belo Horizonte de agosto de 2003 a janeiro de 2005. Foram apresentados 17.905 cartazes com obras de 52 artistas, a um público estimado em 1.500.000 pessoas diariamente. Nesse período, também foram realizados dois concursos para a seleção de 24 obras, perfazendo um total de 5.171 obras inscritas, entre poesias e artes plásticas, por 2.322 pessoas. As artistas plásticas Jeruza Ferreira de Azevedo e Eliana Nunes criaram, em 1997, para disseminar a cultura e a arte para o público, o projeto Arte no Ônibus, vencedor em 2001 do Prêmio Gentileza Urbana. Em vigor até hoje, a ação é afixar cartazes com o tamanho de 1,80m na parte interna traseira dos ônibus da capital, gerenciados pela BHTrans, com foco nas artes plásticas ou na poesia. “Selecionamos as imagens e textos que vamos colocar no cartaz e, para isso, pesquisamos, visitamos exposições. Valorizamos artistas que trabalham das maneiras mais distintas, que apresentem técnicas e formas de expressão diferentes. Além disso, uma vez por ano promovemos um concurso aberto à comunidade, que queira expor seu trabalho”, explica Jeruza. O Arte no Ônibus atinge 70% da frota de ônibus da BHTrans – 1.975 carros, dos 2.822 que circulam pela cidade. Durante a semana nenhum cartaz afixado porque foi feita uma limpeza para que os veículos recebam os novos cartazes em dez dias. A cada troca são colocados seis painéis diferentes, com poesia e obras de arte, que permanecem em circulação por 50 dias, em média. Até o final do mês, quem circula de ônibus poderá apreciar obras dos artistas Ângela Andrade (BH), Luiz Hermano (SP), Cristiano Rennó (BH), José Bento (BH) e dos poetas Neide Arcanjo (RJ) e Ulisses Tavares (SP).

Comunicação e Cultura – Editora Paulus “Cantando a vida em poesia” (Junho 2005)

Com apenas nove anos você já es­treava na poesia, mais precisamen­te nos jornais de Sorocaba. Fale-nos sobre sua vocação como escritor. Eu fui o que atualmente chamamos de criança superdotada, precoce, Mas na época era apenas um garo­to esquisito que não sabia soltar pipa, nem jogar futebol, mas vivia devoran­do livros de gente também esquisita, como Kafka, Sartre, Freud. Acho que já nasci gente grande [risos]. Deve ser por isso que agora, cínqüentão, me sinto um moleque.

Quando você lançou seu primeiro trabalho como escritor? Quando eu tinha uns 10 anos, cola­va meus poemas escritos em carto­linas penduradas em varal nas pra­ças e jardins. Sem querer, inventei a poesia de varal, modalidade muito usada pelos poetas na década de setenta. Também confeccionava li­vros de poesia datilografados. Livro de “verdade”, em off-set, lancei aos 18 anos. Chamava-se Reminiscências. Com um título assim, mais meu nome de “velho”, fui saudado pela crítica como “o veterano e consagra­do poeta lança mais uma bela obra…” [risos].

Clique aqui e leia toda a entrevista

Virada Cultural Paulista
(06 de Maio 2006)
(Pessoas se espremem para ver um recital de poesia, às 3h25 – FSP)

O projeto Virada Cultural Paulista, em sua versão de 2007, conseguiu a façanha de realizar mais de 80 eventos culturais diversos ao mesmo tempo. 24 horas seguidas de poesia, música, artes plásticas, dança, teatro, o escambáu a quatro. Ulisses Tavares fez três intervenções poéticas, uma delas as 3 horas da madrugada. Como ele é um cara que não parece mas acorda cedinho para escrever, portanto, declamou morrendo de sono. Mas daí acordou e resolveu dar uma palinha no show de encerramento do projeto,show de rap dos Racionais MC´s, na Praça da Sé, quase 5 da manhã, 15 mil pessoas doidinhas e impacientes. Só que o Mano Brown, num gesto infeliz, incitou a galera a reagir contra a polícia que tentava botar ordem na multidão. E o pau quebrou direto. Ulisses, que estava subindo no palco, caiu e se esfolou todo. Daí, como não é mano nem nada, foi finalmente dormir pensando como é uma pena parte do povão jovem brasileiro ser tão agressivo e confundir alegria com porrada.

POESIA VOA-Versão 2.0
(Dezembro 2006 – Circo Voador-Rio de Janeiro)

No peito e na raça, sem nenhum paitrocínio, Tavinho Paes e Bruno Catoni, fizeram três dias de festa, reflexão e poesia no picadeiro do Circo Voador. Teve de tudo e mais um pouco nesta nova versão do Poesia Voa sobre o tema Direitos Humanos. Thiago de Mello, Coral do MST, Cacique Thini falando na secular língua Eulni-ô, ciganas dançando, Dona Raimunda do Memorial Chico Mendes, cordel, maracatu, Alceu Valença, Camila Pitanga e mais de 200 poetas brasileiros, como Ulisses Tavares.

(Clique aqui para ver Ulisses Tavares no Circo Voador)

Cacaso – Música e Poesia
(05 a 15 de Março 2009 – Brasília | 19 a 29 de Março 2009 – Rio de Janeiro)

ANJO MARGINAL

POETA E COMPOSITOR DE MÚSICA POPULAR, CACASO (1944-1987) GANHA SÉRIE DE SHOWS EM SUA HOMENAGEM, COM INTÉRPRETES DE PESO E REPERTÓRIO DE PARCERIAS SUAS COM GRANDES NOMES

“Quem me vê assim cantando/ Não sabe nada de mim/ Dentro de mim mora um anjo/ Que arrasta suas medalhas/ E que batuca pandeiro / Que me prendeu em seus laços/ Mas que é meu prisioneiro…” Embora tenha sido um dos ex­poentes da chamada “geração mimeógrafo”, co­letivo de poetas alternativos que movimentou a cena brasileira na década de 1970, Cacaso se tor­nou mais conhecido como letrista de música. O verso citado é de Dentro de mim mora um anjo, que fez com a compositora Sueli Costa, clássico da MPB – assim como Amor, amor, Face a face e Lambada de serpente, imortalizadas por Maria Bethânia, Simone e Djavan, respectivamente. Clique aqui e leia toda a matéria Vida de escritor é fogo! (Livraria da Vila – São Paulo – abril 2009) Um vídeo apócrifo circula pela web supostamente mostrando a baixaria que foi o lançamento do livro “Hic!stórias- Os maiores porres da humanidade”, na Livraria da Vila, em Vila Madalena, Sampa. Consultado a respeito, Ulisses Tavares afirmou que deve ter sido seu irmão gêmeo, grande beberrão e gozador.

(Confira o vídeo clicando aqui e dê sua opinião)

Soneto 909 Generacional

Chacal pagou o preço da passagem e deu muito prazer a quem o leu. Sem ser uma Marília ao seu Dirceu, prefere Ana Cristina outra viagem.

Cacaso e Chico Alvim, em versos, agem tão espontaneamente no apogeu quão espontâneo foi o Caio Abreu na vida e no seu auge, que é coragem.

Medéia, Leila Miccolis burila. Tavares, Bráulio e Ulisses, corresponde à versatilidade na mochila.

Leminski encurta o curso e pega o bonde. Garimpa o Tião Nunes rica vila. Mattoso é grato ao Piva, que o faz conde

GLAUCO MATTOSO / 2003

Glauco, como sempre, talentoso e generoso.

 

Cidadania LGBT com poema de Ulisses Tavares

“[…] O P/L nº 4914/2009 visa apenas garantir os direitos civis de pessoas do mesmo sexo que convivem em união estável. Isto porque estudos mostram que, comparando um casal heterossexual com um casal homossexual, este último não tem acesso a pelo menos 78 direitos garantidos ao casal heterossexual, entre eles: não têm reconhecida a união estável; não têm direito à herança; não têm direito à sucessão; não podem ser curadores do parceiro declarado judicialmente incapaz. Em alguns casos essa falta de amparo aos casais do mesmo sexo chega a ser cruel, como no caso da morte de um(a) parceiro(a), onde o(a) parceiro(a) sobrevivente – às vezes depois de muitos anos de convivência – além de perder o(a) parceiro(a), fica sem nenhum bem e nem sem onde morar, porque a família do(a) falecido(a) exerce o direito sobre a propriedade deste(a), enquanto o(a) sobrevivente é desamparado(a) pela lei na forma como está. Aqui tem-se um caso patente do descumprimento das disposições Constitucionais da igualdade, da não discriminação e da dignidade humano, que o P/L nº 4914/2009 visa corrigir.

Há de se lembrar que tanto o PLC nº 122/2006 como o P/L 4914/2009 tratam de questões de direitos civis. São proposições legislativas fundamentadas na lei maior da nação brasileira, a Constituição Federal.

Ainda, o Brasil é signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e os princípios, direitos e garantias fundamentais de nossa Constituição se baseiam nela. A Declaração é “Universal” porque os direitos humanos são indivisíveis. Ou seja, aplicam-se igualmente a todos os seres humanos, independente de sua nacionalidade, cor, etnia, convicção religiosa, e independente de serem heterossexuais, bissexuais, homossexuais, ou de qualquer outra condição

Outro princípio fundamental que deve ser preservado acima de tudo neste debate é o princípio da laicidade do Estado. Desde a Proclamação da República, em 1889, o Estado brasileiro é laico. Isso quer dizer que no Estado laico não há nenhuma religião oficial, e há separação entre o governo e as religiões. Assim sendo, os cultos, as crenças e outras manifestações religiosas são respeitadas, dentro de suas esferas independentes, da mesma forma que o Estado tem sua independência das religiões.

Creio piamente que os direitos humanos não se barganham, não se negociam, simplesmente se respeitam, e que devemos escolher nossa candidatura pelas propostas que tem pelo país, pela biografia, pela capacidade de governar, e pela capacidade de fazer valer a Constituição Federal, indiscriminadamente.

Como disse Ulisses Tavares precisamos olhar de novo: não existem brancos, não existem amarelos, não existem negros: somos todos arco-íris.”

Toni Reis é Presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Leia mais: http://www.agenciaaids.com.br/site/artigo.asp?id=340

Ulisses participa do movimento poético ecológico criado por Ieda de Abreu em defesa e alerta sobre o Rio Tietê. (29 setembro de 2010)

No calendário da Editora Saraiva, destaque para o livro Viva a Poesia Viva. (2010)

 

Evangélicos radicais (e burros) “provam” que letra de música do Ulisses é apologia ao demônio! (2012)

Quando se pensa que os religiosos fundamentalistas não tinham mais nada a descobrir como pelo em ovo, eis que eles inventam a tal de música reversa, que consiste em tocar uma música ao contrário para achar significados ocultos. Já fizeram isso com as músicas da Xuxa, do Roberto Carlos e, ultimamente, comigo. A música é “Brilha, Brilhará” (Música do Gandhula, letra do Ulisses Tavares), gravada pelo Jessé. Claro que evangélicos esclarecidos, muitos deles parceiros do poeta em defesa dos animais, não levam isso à sério, ainda bem. Só para lembrar: Jessé era evangélico e filho de pastor da igreja pentecostal! Quem tiver curiosidade em saber mais, vá para os links abaixo conferir. É tanta bobagem e delírio insano que nem vou me dar ao trabalho de processá-los.

Aqui, a “prova”| Aqui, a tese “científica”| E aqui, o Jessé cantando a música

SESC Rio Preto: Leituras do Contemporâneo com Ulisses Tavares (22/agosto/2012)


Ulisses apresentando sua poesia

Ulisses e Sidinei Olivio, curador do evento

Ana Carolina, coordenadora do evento

 Livro: Homossexualidade – Produção Cultural, Cidadania e Saúde
Desconstruindo as Sexualidades, por Janaína Dutra, citando poema de Ulisses Tavares (2004) 

Livro na íntegra: http://www.abiaids.org.br/_img/media/anais%20homossexualida de.pdf

Peça Alice e Gabriel

 

Ulisses Tavares em nome de Jeová!
“A vitória final é para aquele que tudo tolera e das tolices do mundo a todas acolhe, mas não as traz para dentro de si.” (Buda-sutra 187)

Peça ‘Alice e Gabriel’ será encenada em Itatiba, SP, nesta terça-feira

Espetáculo gratuito é baseado nos poemas de Ulisses Tavares.
História aborda conflitos e paixões vividos pelos adolescentes.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

O cotidiano de quatro jovens a procura de identidade é o tema da peça ‘Alice e Gabriel’. O espetáculo gratuito será apresentado nesta terça-feira (21), às 20h, no Teatro Ralino Zambotto, em Itatiba (SP). A produção é baseada em 50 poemas do escritor Ulisses Tavares, que traz um olhar sobre os questionamentos, paixões, escolhas e conflitos, sob a visão dos adolescentes.

O espetáculo conta a história de dois jovens que se conhecem na praia, durante um feriado prolongado. Mesmo com a distância entre as cidades onde moram e das dificuldades para estar perto, apaixonados, resolvem levar adiante o primeiro amor.

Em cena, os personagens Alice e Gabriel vão discutir com o público temas como prevenção sexual, arte, amor, incentivo à leitura, valorização da amizade e cuidados e precauções que são necessários na sociedade.

Durante o evento, o público poderá participar de uma campanha que está arrecadando alimentos, que serão destinados a entidades assistenciais da cidade. A doação pode ser feita durante a retirada dos convites, que deve ser feita na Praça da Bandeira, 122, Centro. Mais informações pelo telefone (11) 4524-1264 (11) 4524-1264 GRÁTIS. O teatro Ralino Zambotto fica na Rua Romeu Augusto Rela, 1.100, Bairro do Engenho.

Peça será atração no Teatro Ralino Zambotto, em Itatiba (Foto: Divulgação)

Junho 2013, muitos desafios bacanas e um sacal


Depois de sete passeatas contra a corrupção, uma viagem para a zona da mata de Minas Gerais, dois recitais em Sampa, trinta poemas novos, cinco artigos para revistas, o poeta enfrenta seu maior e mais cansativo desafio: lavar a louça acumulada na pia.

Dicionário Crítico da Literatura Infantil e Juvenil Brasileira. COELHO, Nelly Novaes. Companhia Editora Nacional, p. 831-832.

Dicionário Crítico - Capa

Dicionário Crítico de Literatura 2

Dicionário Crítico de Literatura 3

Ary Fernandes: sua fascinante história. NETO, Antônio Leão da Silva. São Paulo: Imprensa Oficial, 2006.

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