Ulisses Tavares » Lançamento
May 7

Envelhecer é como reencarnar, afirma escritor Ulisses Tavares

            O escritor, jornalista, dramaturgo, roteirista, professor e ator Ulisses Tavares – que define todas essas profissões como uma só: operário da palavra -, mais conhecido pelos seus livros infanto-juvenis (metade de seus 126 títulos publicados), se dedica agora, aos 67 anos, a seu novo projeto: um livro de/para idosos.

            Como surgiu o Engate uma 3ª e vá em frente?

            De meus constantes encontros, aqui e lá fora, com os leitores adolescentes. É impressionante como velhos e jovens são iguais! Exemplos: jovens não usam camisinha porque nasceram pós-aids. Velhos não usam porque viveram pré-aids. Jovens se atiram em busca do prazer a qualquer custo. Velhos também, para tirar o atraso. Jovens são vítimas do mundo virtual porque acham que sabem tudo. Velhos porque não sabem nada. Jovens se endividam porque contam com vovôs e vovós para pagar a conta. Velhos se endividam para pagar a conta dos netos. E por aí vai. Ambos, jovens e velhos, se ferram igualmente no século 21.

            Em suas palestras, o senhor define o envelhecer como uma espécie de reencarnação.

            Não me preocupo muito com a vida após a morte. Mas com a morte em vida. De repente, você acorda velho e pronto. A alma é a mesma mas o corpo e tudo que o cerca é outro. O tesão, a dúvida, a dívida, está tudo igual só que tudo mudou. Dá medo sim.

            E tem como superar esse medo?

            Como budista, acho que a única saída é pensar na alternativa que resta. Pensar na morte. Isso ajuda muito a acalmar a mente, primeiro, e em seguida, realisticamente, tomar decisões de mudanças. Jovens não pensam na morte porque se acham imortais e por isso morrem bem antes do tempo biológico, por susto, bala ou vício. Mas tem muito velho que desperdiça seu dia por absoluta falta de coragem e alienação. Ou, mais frequente, vive em um passado que não volta mais. E fica rabugento e solitário. O jovem foge para dentro do celular. O velho para dentro de sua cachola parada no tempo. Burrice pouca é bobagem.

            O que falta para os velhos se integrarem ao mundo de hoje?

            Viverem o hoje, o agora, abdicar das velhas idéias e ideais. A era que vivemos quando jovens já era. O mundo atual não está preparado para a explosão do número de idosos. Só que os idosos, em sua maioria, não percebem sua força mesmo que numérica e se conformam em serem invisíveis, coitadinhos, fim de feira. Se esquecem que a xepa da feira pode render uma sopa bem saborosa e criativa. O corpo, sendo sólido, se fragiliza. O conhecimento, sendo imaterial, se fortalece. Até proponho uma campanha com o slogan: Velhos unidos jamais serão vencidos!

           Por que o senhor classifica seu livro de utilidade pública?

            Utilidade pública é toda informação que é importante para todos os públicos. Por isso, acho que, afora os velhinhos, quem deve ler o livro são os netinhos e netinhas. Para um choque de realidade. Tipo: seu avô e avó trepa e gosta de sexo. Ou: não transforme o lar de seus avós em depósito do que não cabe em sua casa. E, finalmente, a mensagem sobre um flagelo da sociedade brasileira: não faça filhos para seus avós criarem. Eles já pagaram os pecados criando a tranqueira de seus pais que originaram a tranqueira que é voce, jovenzinho ou jovencita sem noção.

            Como foi sua juventude?

            Bem diferente da de hoje, claro. Drogas eram para clarear a mente, não para entorpecer. Fui hippie sem butique.Ser era a meta, não ter. Sexo livre sem selfie. E o principal: aprendemos rapidinhos que mudar o mundo começa em mudar a si mesmo. Ainda dá tempo de fazermos isso de novo, espero.

Serviço:

Assessoria de imprensa/contato e contratos para palestras:
Nathália Toninatto
Assistente Executiva Escritor ULISSES TAVARES
(11) 99401-9528
poetaulisses@terra.com.br
Loja virtual: www.poetaulissestavares.com.br

Editora UTI/156 páginas/Ilustrações de Paulo Caruso

 

Nov 7

Filipeta

Apr 30

convite 2

Apr 16

Sobre Eros e Vampiros

O organizador desta orgia vampiresca começou a cultivar morcegos em sua antologia O Livro Vermelho dos Vampiros, reunião de 13 autores com a missão de injetar sangue novo no mito do morto-vivo. Vamp_Eros é a segunda “dentição”, em que 12 criadores de ponta continuam a inovar o gênero. Agora é o aguilhão erótico o que incita vampiros e humanos nesta ciranda: a sedução do sanguessuga sobre os mortais, e a paixão da presa por seu predador. A pulsão simultânea de Eros e Tânatos move o feroz vampiro psíquico detectado por Deborah K. Goldemberg, e o súcubo do século 13, conjurado por Paulo Fodra. Essa fome sinistra alucina o refinado gourmand de Marcelo Carneiro da Cunha, a vampira new yorker de Fabíola Moura, o mordaz sanguessuga de Ulisses Tavares.
A mesma sede insaciável consome a horda vampírica que invade São Paulo, na visão apocalíptica de Laura Elias, ou a mulher solitária que invoca o sanguessuga em “Venha me beijar”, de Sérgio Fantini. O frenesi prossegue na rave de neovampiros, sob o olhar cético de Dóris Fleury, e no delírio sensual de “Meu corpo é a sua casa”, de Adrienne Myrtes. E antigos mistérios serão revelados nessa incursão às trevas, como o espectro descoberto por Donny Correia num subterrâneo londrino, e o nosferatu em ação no set de cinema, enquadrado por Sandra Ginez. Para rematar o banquete antropofágico, um vampiro sincrético: “Kupleng”, de Luiz Roberto Guedes, uma caçada aos nazivampiros refugiados no Brasil. Quem abre esse livro, penetra num festim de carne e sangue. Atreva-se.

Luiz Bras

Mais informações:
Imprensa:
 Nathália Lippi

(11) 3865-3936
poetaulisses@terra.com.br

Aug 2

Feb 7

Jul 8
Lançamento!
icon1 admin | icon2 Lançamentos, Livros | icon4 07 8th, 2010| icon3No Comments »

A Maravilhosa Sabedoria das Coisas

Neste livro, Ulisses Tavares retoma a arte de criar apólogos, com 12 histórias exclusivas. E o faz a sua maneira, com uma pitada de humor e de fantástico, sem perder a alma de um apólogo clássico, que é sua capacidade de falar com leveza das coisas profundas do coração humano.

O conhecimento é a base para tudo o que se deseja fazer, empreender ou conquistar. Sempre que temos de realizar qualquer tarefa, seja grande ou pequena, precisamos usar o que sabemos para não errar. Assim é na vida pessoal, na família, na escola e, em tantas outras situações que vivemos no dia-a-dia.

Aprendemos com os nossos pais, com os professores, avós, amigos, tios, tias… É tanta gente, que o saber a cada dia cresce mais e dá espaço a ações mais completas e bem sucedidas. E podemos compreender o sentido das coisas por outros meios, além dos corriqueiros. Podemos fugir a regra e driblar o impossível. Usar a imaginação e o coração para sentir o que a visão nos mostra e nos convida a estudar. Assim somos quando crianças, adolescentes e adultos.

A vida é mágica e nos oferece muitos artifícios para completar a nossa biblioteca interna de informações. Assim é descrito no livro: “A Maravilhosa Sabedoria das Coisas“, com fábulas de Ulisses Tavares e ilustrações de Tati Móes, pela Cortez Editora.  Uma obra encantadora que nos faz repensar de como vemos as coisas ao nosso redor.

Sinopse: Não há, ontem como hoje, quem não goste de contos de fadas desde pequeno, e continue gostando depois de grande. São histórias curtas, recheadas de fantasias e contém uma lição de moral, uma dica preciosa que nos ajuda a entender e refletir sobre nosso tempo, nosso mundo e nossa vida. E os apólogos também são assim, um jeito de passar sabedoria, compartilhar sentimentos, beleza, ética e emoção, sem virar um chato manual de auto-ajuda. Como forma narrativa, gênero de literatura, modo de contar estórias, o apólogo faz parte de uma família literária que existe há séculos, do Oriente ao Ocidente. O mais conhecido membro dessa família é a parábola – muito presente na Bíblia- com personagens humanos. Já a fábula – consagrada por La Fontaine com o clássico A Cigarra e a Formiga – se utiliza de animais falando entre si. Ou de seres fantásticos, como Ulisses Tavares fez em um de seus livros de sucesso, o Fábulas do Futuro. E finalmente o apólogo – irmão menos famoso da parábola e da fábula – apresenta apenas objetos inanimados, ou entidades abstratas, nem bichos nem gentes, conversando e filosofando. Por ser presente na literatura universal supostamente há mais de 1200 anos, os apólogos conheceram períodos de glória, decadência e esquecimento.

Ficha técnica:
Autor: Ulisses Tavares
Ilustradora: Tati Móes
Editora: Cortez Editora;
Nº de páginas: 48
Preço de referência: R$ 25,00

Assessoria de Imprensa: MGA Comunicações
Jornalistas: Marilu G. do Amaral (mtb 14.830) Carina Gonçalves (mtb 48.326)
Fone: (11) 2991-2934
e-mail: imprensa@cortezeditora.com.br
Cortez Editora
Fone: (11) 3611-9616
E-mail: cortez@cortezeditora.com.br

May 31

A MARAVILHOSA SABEDORIA DAS COISAS
Editora Cortez

Não há, ontem como hoje, quem não goste de apólogos desde pequeno e continue gostando depois de grande. São histórias recheadas de fantasias e um jeito de passar sabedoria, compartilhar sentimentos, beleza, ética e emoção.
Nos apólogos, os personagens são objetos inanimados ou entidades abstratas, nem bichos nem gente, conversando, discutindo e que nos ajudam a entender e refletir sobre o nosso tempo, nosso mundo e nossa vida.
Neste livro, Ulisses Tavares retoma a arte de criar apólogos, com 12 histórias exclusivas.
E o faz a sua maneira, com uma pitada de humor e de fantástico, sem perder a alma de um apólogo clássico, que é sua capacidade de falar com leveza das coisas profundas do coração humano.

Nov 26

Nov 18

Luisa Mell e Ulisses Tavares lançam livro de poesias sobre cachorros

Lançamentos

Nesta quarta-feira, dia 18, às 19h30, na Livraria da Vila da Fradique (Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena. São Paulo/SP. Tel.: 11 3814-5811) e no dia 28 de novembro, sábado, às 16h, no Pet Center Marginal (Avenida Presidente Castelo Branco, 1795 – Pari. São Paulo/SP. Tel.: 11 2797-7400), será lançado o livro Poemas que latem ao coração! (Nova Alexandria, 120 pp., R$ 30), organizado por Ulisses Tavares com apresentação de Luisa Mell. O livro reúne poesias sobre cachorros e traz 50 poetas como Olavo Bilac, José Paulo Paes, Carlos Nejar, Astrid Cabral, Glauco Mattoso, Luís Pimentel, Domingos Pellegrini, Jorge Miguel Marinho, Celso de Alencar, Marcelo Tápia, Luiz Roberto Guedes, Álvaro Alves Faria, Hamilton Faria, Ricardo Soares, Renata Paccola, Ricardo Corona, entre outros. Nos dois eventos haverá sessões de autógrafos com os autores e alguns poetas que participam da antologia.

Para Carlos Nejar, que tem três poodles, Lelé, Cipião e Napoleão, “foi muito feliz a ideia desse livro e recebi com muita alegria o convite para participar dele”. Nejar ama os cães “por sua tão rara fidelidade e por eles também saberem nos amar”. Jorge Miguel Marinho, que também tem três cachorros, Laura, Lis e Mel, participa deste livro com um poema feito em homenagem a Nero, seu cachorro de infância e parte da adolescência. Jorge Miguel deseja que todos os poetas e leitores desta feliz antologia tenham mais gestos e palavras que possam “latir ao coração”. Já o poema Adeus de Astrid Cabral fala de Fly, “um vira-lata branquinho que perdi na infância e de quem me lembro até hoje”. Astrid, que atualmente não tem nenhum cachorro, recebeu o convite para participar desta antologia também com muita alegria: “é sinal de que o meu poema tocou o coração de quem leu”.
Fonte: PublishNews – 18/11/2009 – Redação

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