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 Ulisses Tavares » Poema
Feb 11
Poema para Santiago
icon1 ulisses | icon2 Corrupção, Poesia | icon4 02 11th, 2014| icon31 Comment »

Quem segura esse rojão?

(Para Santiago Andrade e para o que resta de esperança)

 

Sabia-se e sentia-se
Que o rojão cairia
Na cabeça dos inocentes
Mais dia menos dia.
O rojão da impunidade,
Da corrupção,
Do desgoverno,
Das omissas otoridades.
E caiu em um cinegrafista,
Olho livre da sociedade.
A gota d’água
Em nosso pote
Já tão cheio de revolta e mágoa.
Quem não é bandido
Chora,
Só a bandidagem comemora.
Paz, antes que seja tarde demais.
Vem mais rojão por aí, a mil,
Aceso pelo lado podre do Brasil
Quem segura essa gente ruim
Essa tralha?
Justiça, por que tarda e falha?

3_1 (1)
(Foto: Agência O Globo)

Sep 13

Jun 26

Jun 19

Quem somos, de onde viemos, para onde vamos?

Somos o povo brasileiro,
Aquele que é capaz de comemorar
As vitórias todos juntos.
Mas, na hora da derrota,
Viramos defuntos.
Zumbis vorazes e arteiros
Da máxima: farinha pouca
Meu pirão primeiro.
Viemos de séculos
De sangue, lutas e sacanagens:
Meia dúzia de sacanas
Espertos e milhões de sacaneados.
Até agradecemos ao feno ofertado,
Melhor que chicotadas,
Ponham mais impostos e corrupção
Na carroça,
Perto do que já passamos
Isso não é nada.
Vamos para outro tempo
Onde o pacífico burro
Reclama e dá coice.
Aquela foice pasmaceira foi-se.
Talvez, essa a esperança,
Deixemos de ser pirralho.
Sai da frente, paspalho,
Finalmente crescemos,
Caralho! 

Ulisses Tavares – junho 2013.

Mar 5

Jan 28

Santa Maria

Choram as autoridades

Lágrimas de crocodilo

Esses competentes

Apenas nas maldades,

Uns trambolhos.

Já os parentes das vítimas

Não apenas choram.

Vertem sangue pelos olhos.

Oct 25

Jan 18

Coitado do cachorrinho,
coitados de nós.

Quando um cachorrinho
É torturado e morto
Por alguém sem coração,
Nem se pense que só ele sofreu
E morreu.
Fomos todos nós.
Nossa consciência foi chutada,
Nossa dignidade questionada.
Ele vai direto para
O céu dos cachorrinhos,
Tomara.
Nós permanecemos aqui
Convivendo com o mal que não pára.
Por mais que seja duro,
Devemos avaliar o futuro:
Será esse o destino que queremos
Onde todas as formas de vida
Estarão extintas por nossa prepotência?
O ponto de partida
Do cachorrinho morto
É nosso ponto de início torto
Para uma urgente pensata:
Por que o amor de uma outra criatura
Desperta tanto ódio e selvageria?
Acreditamos mesmo ser os reis da criação?
Isso é o que chamamos civilização?
Muito a fazer, mudar, pensar.
Por enquanto, que o cachorrinho
Nos perdoe e reze por nós, demais.
Ainda não entendemos
Que somos todos animais.

Ulisses Tavares compartilha as lágrimas de um indefeso vira-latas. Mas sabe que a luta continua. Pelo cachorrinho e, muito mais, por nós mesmos. Coisas de poeta.

Jan 11

“365 chances de tudo
isso ou aquilo.
365 chances de nada
disso ou daquilo.
Futuro se decide em gramas
não por quilo.”

Ulisses Tavares
1° Janeiro 2010.