Oct 22

A FLAP ocorre de 3 a 6 de novembro em Macapá, a feira é ação do Governo do Estado do Amapá que traduz o compromisso do governador Camilo Capiberibe no setor do livro, da leitura e da literatura. A realização da FLAP faz parte dos trabalhos que vem sendo realizados pelo governo para o Plano Estadual do Livro e da Leitura.

O evento oferecerá intensa programação cultural desenvolvida para despertar o gosto pela leitura nos visitantes, entre crianças, jovens e adultos. A organização da Feira prevê o lançamento de 5 livros de autores locais, 4 mesas de debates, 1 exposição de arte visual, vale livro para escolas, 5 apresentações teatrais, 10 contações de histórias, 2 oficinas, além de 10 recitais e 5 palestras, prometendo assim ser o maior acontecimento cultural do Amapá em 2012.

Dentre os poetas e escritores brasileiros convidados estará o paulista Ulisses Tavares, com 52 anos de militância com a palavra escrita, falada, desenhada, encenada, cantada, televisionada e filmada. Com mais de 112 livros publicados em todos os gêneros e assuntos e mais de 20 milhões de exemplares vendidos, o poeta se apresentará no dia 06 de novembro, às 8h, na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, com seu show UTI da Poesia, palestra interativa que aborda a poesia viva brasileira, mostrando seus bastidores e tudo aquilo que raramente chega ao conhecimento dos meios acadêmicos e escolares, tudo com muito bom humor e poesia!  

Ulisses também participará do Sarau Literário que ocorre no dia 05 de novembro, às 20h30, no mesmo local.

Informações para Imprensa:
Assessoria de Imprensa – Poeta Ulisses Tavares

Nathália Lippi
(11) 99401-9528
(11) 3865-3936
poetaulisses@terra.com.br
www.ulissestavares.com.br
www.twitter.com/ulissestavares

May 23
Mar 1

Poesias Populares

Por João Antonio
Em 01/03/2012
Fonte: Musa Rara

ULISSES TAVARES e o jornal POESIAS POPULARES numero 1, ano 1977

Quando Ulisses Tavares publicou pela Brasiliense Caindo na real (1984), ilustrado pelo cartunista Angeli, descobri seu endereço na revista Primeiro Toque, desta mesma editora, e adquiri a coleção toda de suas obras. Gostava como ainda gosto da poesia bem humorada, assimilada dos modernistas, praticada por ele e toda sua geração. Na quarta capa de um de seus livros Affonso Romano de Sant’Anna, resume muito bem a poesia dele: ”Uma agressividade que torna a poesia de Oswald de Andrade leitura de colégio de freiras”.

Neste lote de livros que Ulisses me mandou pelo correio, um deles me chamou muito atenção, o jornal tablóide Poesias Populares, numero 1. Na primeira página, bem no alto, o escritor mandou a seguinte mensagem para mim, escrita a mão: “Paciência, no futuro vão reconhecer que foi uma ousadia de 1977”. Numa pequena autobiografia, publicada no livro Contramão (1978), 2 edição, o poeta explica que Poesias Populares fora seu segundo livro de poemas. Também informa que o jornal prosseguiu, só que agora abrigando outros escritores, “com quase duzentos poetas agrupados no mesmo projeto”. Infelizmente não possuo os outros números do NP, nem imagino quantos números saíram. Presumo que também tenha abrigado o grupo Pindaíba. Muitos pensam que coletivos é coisa dos tempos atuais, mas não, naquele final dos anos 1970 os grupos artísticos eram muito comuns. Pindaíba era um desses coletivos, do qual Ulisses fazia parte, e que se reunia em torno das Edições Pindaíba.

O tablóide Notícias Populares como já se disse, era na verdade um livro de Ulisses, metamorfoseado em jornal tablóide, formato muito comum nos anos 1970 na Imprensa Alternativa. Seu título e a primeira página eram uma paródia poética do extinto jornal popularesco Notícias Populares, da mesma empresa que edita até hoje a Folha de S.Paulo. Neste jornal há algumas soluções que antecipam o jornal de humor Planeta Diário, que depois iria gerar a Casseta Popular e congêneres. Um tipo de humor besteirol em jornal que vicejou nos anos 1980, em tablóides e revistas, para depois transferir-se para televisão. Consta no expediente a tiragem de 5 mil exemplares, e as ilustrações de Paulo Ernesto Luters Nesti.

A função deste Arquivivo é trazer à tona algum fac-símile do passado, mas não só isto. Pode também ter a função de agrupar nele outras informações que tenham escapado a este escriba. Assim, quem tiver mais dados ou curiosidades sobre este assunto, usar dos comentários, por favor.

Leia a matéria completa: http://www.musarara.com.br/poesias-populares

Nov 9

Feb 2